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Suspeito de matar bombeira civil trans tem prisão preventiva decretada e é enviado ao Cotel

Joel Fidelis dos Santos, de 63 anos, foi autuado em flagrante pelo feminicídio de Raelly Braz, encontrada morta dentro de casa em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife

Cadu Silva

Publicado: 06/08/2026 às 09:09

Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife/Rafael Vieira/DP Foto

Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife (Rafael Vieira/DP Foto)

O homem apontado como autor da morte da bombeira civil Raelly Braz da Silva, de 30 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva nesta quarta-feira (5), após passar por audiência de custódia na Central Especializada das Garantias de Jaboatão dos Guararapes. Com o resultado, Joel Fidelis dos Santos, de 63 anos, foi encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), conforme o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

Segundo a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), Joel é investigado pelo feminicídio da vítima, uma mulher trans encontrada morta dentro da própria casa, no bairro dos Estados, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife.

No dia em que o corpo foi encontrado, Joel foi localizado e levado até a delegacia onde foi questionado se teria algum motivo para matar Raelly, ele negou qualquer envolvimento no crime.

De acordo com a Polícia Civil, o depoimento do suspeito apontou contradições e reuniu elementos que levaram à prisão em flagrante.

De acordo com a corporação, embora o corpo tenha sido localizado na terça-feira (4), os sinais observados pela perícia indicavam que a morte havia ocorrido mais de 12 horas antes da localização da vítima. As investigações mostraram que Raelly esteve com uma amiga no domingo (2), situação que pode ter provocado ciúmes no suspeito.

Ainda segundo a polícia, Joel afirmou que foi até a casa da vítima na segunda-feira (3), por volta das 9h40, mas disse que bateu na porta e foi embora porque ela não atendeu. Durante o interrogatório, porém, ele não conseguiu explicar por que não tentou telefonar para Raelly ao chegar ao imóvel, o que chamou a atenção dos investigadores.

Outro ponto destacado pela Polícia Civil foi o comportamento do suspeito durante as diligências. Enquanto familiares e amigos demonstravam abalo emocional com a morte da bombeira civil, Joel permaneceu frio durante todo o tempo, segundo o delegado.

Relembre o caso

Raelly Braz da Silva foi encontrada morta na tarde desta terça-feira (4), dentro da casa onde morava sozinha, próximo à Avenida Pernambuco, em Camaragibe. Familiares decidiram ir ao imóvel após ela passar dois dias sem responder às mensagens e ligações.

A perícia identificou ferimentos provocados por golpes de faca no pescoço e abaixo de um dos braços. O corpo estava sobre a cama e havia sinais de tentativa de incêndio no imóvel, com parte do corpo parcialmente carbonizada.

Raelly era bombeira civil e concluía uma especialização para atuar como socorrista. Durante as investigações, a família descobriu que ela mantinha um relacionamento amoroso, informação que não era conhecida pelos parentes.

O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que continua apurando as circunstâncias do crime. A Polícia Civil informou que as diligências seguem para a conclusão do inquérito.

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