Laudo sobre parque aquático onde menino morreu em Olinda deve sair em duas semanas
Perícia analisou estrutura do parque onde criançã de 7 anos morreu afogada no sábado (25)
Publicado: 27/07/2026 às 21:44
Olinda Via Park - Parque Aquático e Society (Foto: Reprodução/Instagram)
Uma perícia foi realizada nesta segunda-feira (27) no parque aquático Olinda Via Park, onde um menino de 7 anos morreu afogado no sábado (25). Foi feita uma análise da estrutura da piscina, sinalização de profundidade, posicionamento dos guarda-vidas e das câmeras de segurança, além da existência de barreiras entre as áreas rasa e funda.
O laudo, que deve ser concluído em até duas semanas, será encaminhado à Polícia Civil e poderá ajudar a esclarecer se o parque seguia as normas técnicas de segurança.
O parque, localizado no bairro de Sapucaia, em Olinda, permanece fechado desde o acidente. O menino foi sepultado no Cemitério de Santo Amaro, no Recife, no dia do afogamento.
Familiares afirmam que o local foi negligente por, segundo eles, não haver sinalização adequada indicando a profundidade da piscina nem restrições para o acesso de crianças. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Ao fim da perícia, o perito criminal Carlos Lyra explicou que a equipe realizou diversas medições e levantamentos técnicos no parque.
“Observamos a profundidade da piscina, se havia áreas infantis e diferentes níveis de profundidade. Também verificamos as placas de sinalização, os equipamentos de resgate, o posicionamento dos guarda-vidas e das câmeras de segurança. Fizemos medições da profundidade e da distância entre as placas e a piscina, porque não adianta haver uma placa se ela estiver muito distante. Avaliamos todo o layout do parque.”
A piscina onde ocorreu o afogamento possui dois níveis de profundidade. “A piscina tinha uma área mais rasa e outra mais funda. As informações preliminares indicam que a criança caiu acidentalmente na parte mais profunda. Ainda não analisamos as imagens das câmeras de segurança, então precisamos confirmar exatamente como isso aconteceu.”
Carlos Lyra afirmou que uma das etapas da investigação será verificar se havia necessidade de algum tipo de separação física entre as duas áreas da piscina. “Vamos avaliar a existência de barreiras físicas entre a parte rasa e a parte funda.”
Placas e tobogã serão avaliados
Questionado sobre a denúncia da família de que não havia placas de sinalização próximas à piscina, o perito confirmou que a distância entre as placas e a área de banho foi medida, mas disse que a conclusão ficará restrita ao laudo.
Outro ponto que será analisado é a estrutura do tobogã utilizado pela criança antes do acidente. Segundo familiares, o brinquedo teria acesso tanto à área rasa quanto à parte mais funda da piscina.
De acordo com Carlos Lyra, o equipamento observado durante a perícia desemboca na parte mais profunda, que possui ligação com a área rasa. “O que observei foi que o tobogã desemboca na parte mais funda da piscina. Essa área possui uma conexão com a parte mais rasa. Talvez o ponto principal da investigação esteja justamente nessa transição entre as duas áreas.”
Ele explicou que todas as observações feitas no local serão confrontadas com as imagens das câmeras de segurança e com as normas técnicas aplicáveis às piscinas. “Vamos comparar o que foi observado no local com as imagens e com as normas técnicas para verificar se havia alguma irregularidade.”
Segundo o perito, a expectativa é de que o laudo seja concluído em aproximadamente duas semanas.
A criança se afogou enquanto passava o dia no parque aquático com a mãe. O menino chegou a ser socorrido e levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu.
Em nota, o Olinda Via Park informou que prestou os primeiros socorros ainda no local, disse estar prestando assistência à família e afirmou que está colaborando com as investigações. O parque permanece fechado por tempo indeterminado.