SDS diz que dados do Anuário, divulgados nesta quinta-feira (23), mostram avanços na política de segurança pública
Reportagem publicada pelo Diario de Pernambuco mostra que, embora tenha reduzido o número de assassinatos, Pernambuco segue como o quinto estado mais violento do país
Publicado: 23/07/2026 às 19:22
Em 2025, Pernambuco registrou 33 mortes violentas intencionais a cada 100 mil habitantes. (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)
Nesta quinta-feira (23), o Diario publicou os dados que fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
De acordo com o Anuário, Pernambuco ocupa a quinta posição entre os estados com maior taxa de mortes violentas intencionais (MVI) em 2025. Em 2025, Pernambuco registrou 33 MVIs a cada 100 mil habitantes, contra 36,4 em 2024. À frente de Pernambuco entre as maiores taxas estão Alagoas (33,1), Ceará (34,7), Bahia (36,8) e, na primeira posição, Amapá (42,5).
Para a Secretaria de Defesa Social (SDS) os números mostram avanços na política de segurança pública, em Pernambuco, com a diminuição nos dados de criminalidade, ano a ano. Ainda de acordo com a nota enviada pelo órgão, em 2024, a taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVIs) por 100 mil habitantes foi de 36,4 e, em 2025, ela diminuiu para 33, com uma redução de 9,3% quando comparados os números absolutos do período.
A proporção de Mortes Decorrentes de Intervenção Policial (MDIP) em relação ao MVI no Estado é de 3,3%, configurando o segundo menor percentual do país.
"Em relação aos crimes de gênero, o MVI de Mulher e a Tentativa de Feminicídio diminuíram, respectivamente, -17,6% e -3,4%. Neste grupo de indicadores, o Estado apresenta taxas melhores do que as demais unidades federativas, a exemplo do indicador de Stalking na qual Pernambuco possui a menor taxa. Vale destacar também que o crime de feminicídio apresentou retração de 27,5% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Além disso, a taxa de elucidação dos casos de feminicídio é de 100%", traz a nota.
Cabo de Santo Agostinho
Na matéria divulgada pelo Diario de Pernambuco, o município do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, é o oitavo mais violento do país, com uma taxa de 65,1 mortes violentas intencionais (MVI) por 100 mil habitantes.
Apesar de mais uma vez figurar no ranking das dez cidades mais violentas do país, o Cabo apresenta uma melhora em seu quadro. No ano anterior, aparecia como a 5ª cidade mais violenta, com 73,3 MVIs a cada 100 mil habitantes.
De acodo com a SDS, sobre o Cabo de Santo Agostinho, os dados também mostram essa evolução de um ano para o outro. Em 2024, a taxa de MVI por 100 mil habitantes foi de 73,3 e, no ano passado, o número diminuiu para 65,1. "Nos números absolutos, a queda é de 11,2%. Destaca-se, ainda, a retração contínua durante esse primeiro semestre de 2026, com os números absolutos registrando uma diminuição de 38,8% em relação ao mesmo período de 2025".
Furto e Roubo de Celulares
O município de Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR), tem a oitava maior taxa de celulares roubados ou furtados por 100 mil habitantes, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Recife ocupa a 11ª posição.
Para a Secretaria de Defesa Social, tanto Recife como Olinda apresentam melhoras nas estatísticas. De 2024 para 2025, Recife registrou diminuição de 13,3% e Olinda de 8,3% neste tipo de crime. No primeiro semestre de 2026, o Estado registra redução de 34,9%.
"Quanto a este tipo de crime para o ano de 2025, 47% desses aparelhos foram furtados. Outro ponto de destaque é que quase 50% desses fatos ocorreram no 1º trimestre, época do ano na qual os dois municípios realizam um dos maiores carnavais do país, recebendo milhares de turistas e foliões de diversas cidades", pontua a nota da pasta estadual.
O documento da SDS finaliza afirmando que o avanço nos indicadores de criminalidade, ano a ano, mostram que a política pública de defesa social está baseada no planejamento estratégico e investimentos para reestruturação e reaparelhamento da segurança pública. "As ações em curso envolvem investimentos em infraestrutura, equipamentos, inteligência, tecnologia e contratação de novos policiais".
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