Menina de 11 anos é enganada e retida na saída de escola em Paulista
Suspeita era conhecida da vítima e teria manipulado a criança uma semana antes de raptá-la na escola
Publicado: 20/02/2026 às 17:45
Por meio de nota, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou que a ocorrência está em andamento no momento. (Foto: Polícia Civil/divulgação)
Uma menina de 11 anos foi subtraída por uma mulher na quinta-feira (19) ao sair da escola onde estuda, no bairro Vila Torres Galvão, em Paulista, no Grande Recife. A suspeita do crime é a ex-namorada do primo da mãe da vítima, que teria entrado em contato com a criança dias antes por meio do WhatsApp.
Poucos dias antes de ser arrebatada, a estudante forneceu à direção da escola o número de telefone da mulher, alegando que a mãe havia trocado de contato. A criança também informou que estava doente, o que levou a direção do colégio a telefonar para a suspeita, acreditando se tratar da responsável legal.
A mulher foi até a unidade de ensino e retirou a menina, sendo flagrada pela cunhada da mãe da criança no momento em que deixava o local. Segundo a mãe da vítima, a suspeita já teria sido presa anteriormente e teria mantido a menina sob coação por cerca de uma semana.
Em mensagens enviadas pelo WhatsApp, a suspeita alegou que teria levado a criança por acreditar que ela estaria sendo vítima de maus-tratos em casa.
Na tarde desta sexta-feira (20), a menina foi levada pela suspeita à 1ª Delegacia de Polícia de Crimes Contra a Criança e Adolescente de Paulista. A mãe da criança também esteve no local e, segundo relatos, chegou a agredir fisicamente a mulher.
O caso está sob investigação da polícia, que registrou a ocorrência como "subtração de incapaz".
O Conselho Tutelar de Paulista informou ao Diario de Pernambuco que a suspeita chegou ao local com a menina afirmando que a criança sofria maus-tratos. No entanto, nenhuma agressão foi comprovada e a vítima negou as agressões à polícia. "A menina passou por escuta especializada, com acompanhamento da polícia, e não confirmou essas informações", destacou o conselho.