° / °
Vida Urbana
Ataque

Menina de 9 anos perde parte do dedo após ser atacada por cadela em Olinda

Menina foi salva por outro cachorro que passava pelo local e avançou na cadela durante o ataque

Guilherme Anjos

Publicado: 02/01/2026 às 09:03

Menina foi salva por outro cachorro que passava pelo local e avançou na cadela durante o ataque./Reprodução/Redes Sociais e Reprodução/TV Guararapes.

Menina foi salva por outro cachorro que passava pelo local e avançou na cadela durante o ataque. (Reprodução/Redes Sociais e Reprodução/TV Guararapes. )

Uma criança de 9 anos perdeu parte do dedo após ser atacada por uma cadela, no bairro de Águas Compridas, em Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR). A menina saiu de casa para ir à festa de aniversário de uma prima na mesma vizinhança, quando o animal, que estava solto na rua, avançou sobre ela.

e acordo com a mãe da criança, Poliane Matias, a menina foi salva por outro cachorro que passava pelo local e avançou contra a cadela durante o ataque. Poliane acredita que a intervenção do segundo animal evitou que sua filha sofresse mais danos.

A mãe da vítima afirmou que a cadela é animal de estimação de uma vizinha e que já teria atacado outros moradores da região. Poliane disse ter entrado em contato com a dona do animal, que teria afirmado “não poder fazer nada sobre o ataque”, pois não estava em casa no momento do ocorrido.

Hospital operou a vítima após três dias de espera

A criança foi encaminhada para o Hospital Otávio de Freitas. A mãe criticou o atendimento da unidade de saúde, alegando que sua filha só foi operada após três dias. Além disso, os profissionais de saúde teriam desincentivado a vacinação antirrábica, a menos que a cadela aparecesse morta ou com outras sequelas decorrentes da raiva.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco (SES-PE), responsável pelo hospital, informou que o protocolo de profilaxia da raiva humana é estabelecido pelo Ministério da Saúde (MS) e deve ser seguido por toda rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Em caso de agressões por mamíferos passíveis de transmissão do vírus da raiva - como no caso solicitado -, o protocolo estabelece que, mesmo em casos graves, se o animal for observável, não há realização da profilaxia até que o mesmo apresente sinais suspeitos da doença, tais quais: agressividade extrema e sem origem, em ameaça à sua integridade; negação à hidratação (hidrofobia); cão escondido em busca de locais escuros (fotofobia), espumando pela boca e morte”, declarou.

Segundo o órgão, todos os cuidados devem ser orientados ainda no primeiro atendimento que, no caso, aconteceu em uma policlínica no Recife. “Em seguida, por haver um ferimento com necessidade de intervenção cirúrgica, a paciente foi encaminhada ao Hospital Otávio de Freitas (HOF), onde a genitora recebeu as orientações, conforme protocolo do MS, sobre a necessidade de observação do cachorro pelos próximos 10 dias e atenção para qualquer mudança de comportamento do animal. Sendo percebida a alteração, faz-se necessário o encaminhamento para a assistência de baixa complexidade - atenção primária - para profilaxia antirrábica”, informou.

“Por fim, a direção do Hospital Otávio de Freitas informa que a paciente passou pelo procedimento cirúrgico no dia 31/12 e recebeu alta. Além disso, a Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde e Atenção Primária (SEVSAP) segue em alerta sobre o caso”, finalizou.

Mais de Vida Urbana

Últimas

WhatsApp DP
Mais Lidas