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Política
Eleições 2026

Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Carlos Bolsonaro e Deltan Dallagnol estão eleitos no Senado

Eleições renovaram dois terços do Senado; situação de Deltan Dallagnol ainda depende de decisão da Justiça Eleitoral

Isabella Fabricio

Publicado: 04/10/2026 às 21:36

Bia Kicis acompanhou Michelle Bolsonaro pela manhã, durante votação no Lago Sul/Minervino Júnior/CB)x

Bia Kicis acompanhou Michelle Bolsonaro pela manhã, durante votação no Lago Sul (Minervino Júnior/CB)x)

Neste domingo (4), os eleitores foram às urnas para escolher também os candidatos ao Senado Federal. Cada estado e o Distrito Federal elegeram dois senadores. Ao todo, 54 das 81 cadeiras do Senado Federal estiveram em disputa nas eleições deste ano, o equivalente a dois terços da Casa.

Entre os nomes eleitos estão pessoas que ficaram conhecidas antes mesmo de ingressarem na política ou de construírem uma carreira eleitoral. É o caso da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que, em julho, iniciou uma briga pública com o enteado e atual candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

A troca de mágoas e acusações, seguida por pedidos de perdão e uma trégua, ocorreu nas redes sociais. Michelle anunciou sua candidatura ao Senado ao lado de Bia Kicis, também do PL.

Com 100% das seções apuradas, Michelle recebeu 938.496 votos (29%), enquanto Bia Kicis obteve 886.616 votos (27%). As duas foram eleitas pela primeira vez para o Senado. Michelle é uma das apostas do partido para aproximar o PL do público feminino, mesmo após deixar o PL Mulher, em meio a atritos com o enteado.

Bia Kicis estava no segundo mandato como deputada federal. Entre suas propostas estão o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e a anistia dos presos pelos atos de 8 de janeiro, que ela classifica como presos políticos.

Outro integrante da família Bolsonaro eleito para o Senado é o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL). Filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos exerceu seis mandatos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, mas foi eleito senador por Santa Catarina.

No início da campanha, Carlos transferiu seu domicílio eleitoral para o estado, decisão que gerou um racha dentro do próprio grupo político. Ele defendeu a escolha afirmando que havia sido acolhido pelos apoiadores catarinenses.

Outro nome eleito para o Senado, e também marcado pela controvérsia, é o ex-procurador da Lava Jato Deltan Martinazzo Dallagnol, eleito para a segunda vaga do Senado pelo Paraná. No entanto, a possibilidade de ele assumir a cadeira ainda é uma incógnita.

A situação de Dallagnol ainda depende da Justiça Eleitoral. Na manhã deste domingo (4), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, suspendeu uma decisão que havia indeferido a candidatura e determinou que o registro voltasse a constar como “deferido com recurso”. Com isso, os votos recebidos por Dallagnol foram contabilizados normalmente, mas a validade definitiva da candidatura dependerá do julgamento do plenário da Corte.

A discussão sobre a elegibilidade de Deltan Dallagnol começou nas eleições de 2022. Em 2023, o TSE cassou o registro de sua candidatura, o que levou à perda do mandato de deputado federal.

Na época, o TSE entendeu que Dallagnol havia cometido fraude à Lei da Ficha Limpa ao deixar o Ministério Público Federal (MPF) enquanto respondia a procedimentos internos que poderiam resultar em sua demissão.

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