"A gente é pela força da democracia", diz Raquel Lyra ao reafirmar recurso sobre decisão do STF
Aos jornalistas, a gestora estadual ressaltou que a inserção da federação PSDB/Cidadania a sua coligação foi decidida mediante convenção
Bárbara Bittencourt e Elaine Guimarães
Publicado: 28/09/2026 às 14:22
Raquel Lyra (PSD) e Priscila Krause (PSD) (Maurício Ferry/DP Foto)
Um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a retirada da Federação PSDB/Cidadania da coligação Pernambuco de Coração, Raquel Lyra (PSD) reafirmou, durante agenda na Comunidade Caraguejo Tabaiares, na Ilha do Retiro, que irá recorrer da decisão. Aos jornalistas, a gestora estadual ressaltou que a inserção da federação foi decidida mediante convenção.
"Poucos dias atrás, tinha sido julgado, no Tribunal Superior Eleitoral, que a coligação ficaria conosco. Houve uma decisão, do mesmo ministro, julgando em sentido diferente. A nossa coligação vai recorrer para que possamos ter de volta o PSDB-Cidadania, o que foi decidido em convenção partidária. A gente é pela força da democracia; a convenção decidiu, a federação precisa estar conosco. Vamos recorrer judicialmente", disse.
No início de agosto, a federação havia optado pela neutralidade no estado, alegando divergência entre as legendas. Enquanto os tucanos defendiam a aliança com Lyra, o Cidadania preferia o apoio à candidatura do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). Contudo, apesar do posicionamento oficial do bloco, a direção nacional do PSDB declarou apoio individual à governadora.
Na decisão do ministro do STF Dias Toffoli, divulgada no último sábado (26), o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) deverá recalcular o tempo de propaganda eleitoral gratuita e adotar as demais medidas decorrentes da retirada do PSDB-Cidadania da coligação Pernambuco de Coração.
Na determinação, Toffoli destacou que o Estatuto e a Resolução n.º 1/2026 do PSDB-Cidadania estabelecem regras para que decisões estratégicas sobre alianças majoritárias sejam submetidas aos colegiados da federação. Ademais, o ministro considerou relevante o fato de dez dos 19 integrantes do Colegiado Nacional terem manifestado, antes da convenção, discordância com a condução da aliança estadual.