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Política
CRISE NO STF

Moraes pede mais uma nova quebra de sigilo do caso Master antes de sessão prevista para terça-feira (15)

Em ofício enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, Moraes afirma que resta um inquérito secreto com Mendonça e que esse processo é "fundamental" para o julgamento que define se ele será investigado

Estadão Conteúdo

Publicado: 14/09/2026 às 09:39

Sessão a que se refere Moraes vai se debruçar sobre o conteúdo de relatório da PF com base em mensagens extraídas do celular de Vorcaro/Eraldo Peres/Estadão Conteúdo

Sessão a que se refere Moraes vai se debruçar sobre o conteúdo de relatório da PF com base em mensagens extraídas do celular de Vorcaro (Eraldo Peres/Estadão Conteúdo)


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu a quebra do sigilo de mais uma ação relativa ao caso do Banco Master sob a relatoria de André Mendonça. Em ofício enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, ele afirma que resta um inquérito secreto.

Ele sustenta que esse processo é fundamental para o julgamento previsto para a próxima terça-feira (15), quando o plenário vai decidir se autoriza abertura de procedimento contra o próprio Moraes.

"Ocorre, entretanto, que não foi levantado o sigilo da PET 15645 distribuída por prevenção ao Ministro André Mendonça e que possui elementos essenciais para o julgamento da PET 16662, previsto para a próxima terça-feira, 15 de setembro", diz o documento.

A sessão a que se refere o ministro vai se debruçar sobre o conteúdo de relatório da Polícia Federal com base em mensagens extraídas do celular do dono do Master, Daniel Vorcaro, tornado público por Mendonça. Nele, Moraes aparece como um dos destinatários de mensagens do banqueiro.

Dentre os indícios contra o magistrado está uma mensagem em que o empresário pergunta, na antevéspera de sua prisão, se deveria sair do País. Em outra oportunidade, pede a Moraes que interceda junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Também há registros de que o ministro editou um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes.

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