"Desejo a força da lei": João Campos reage a supostos pagamentos por ataques nas redes
Candidato comentou sobre suposta relação entre episódios recentes que fariam parte de um "gabinete do ódio"
Publicado: 11/09/2026 às 22:44
João Campos durante sabatina na TV Nova Nordeste (Foto: Reprodução)
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) comentou, nesta sexta-feira (11), sobre o episódio em que uma advogada supostamente estaria pagando integrantes de um grupo no WhatsApp para promover comentários positivos em relação à governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, e negativos contra sua candidatura. O caso foi denunciado pelo Portal Metrópoles nesta quarta-feira (9). Em sabatina promovida pela TV Nova Nordeste, o socialista vinculou o ocorrido a outros acontecimentos recentes que fariam parte de um mesmo “gabinete do ódio”.
“Quem fazia esse pagamento? Um advogado, que tem uma relação direta com uma casa de apostas sediada em Caruaru. Dinheiro supostamente de uma bet sendo utilizado para pagar pessoas que me atacam na rede social. Por isso que há mais de um ano a gente vem denunciando um gabinete do ódio que está nos laços do Palácio do Campo das Princesas”, afirmou.
O líder da Frente Popular de Pernambuco mencionou ainda o episódio denunciado pela TV Record em agosto, quando o então servidor estadual Amisadai Andrade, vinculado à Secretaria Estadual de Turismo e Lazer, afirmou em vídeo que promovia ataques a João por meio de uma rede de perfis mantida nas redes sociais.
“Já teve servidor público confessando na imprensa nacional que se reunia no Palácio, que recebia dinheiro para coordenar grupos de ataque contra mim, contra pessoas ligadas a mim, inclusive dito por ele para desidratar João Campos, era a missão dele. Recebendo dinheiro público para fazer isso. Isso é um crime. Por isso que eu fui lá e denunciei na Polícia Federal, no Ministério Público, na Justiça Eleitoral. E esses criminosos vão encontrar a força da lei brasileira. Porque crime tem que ser investigado, tem que ser julgado”, disse.
O ex-prefeito do Recife voltou a vincular os episódios e afirmou que deve seguir com o embate judicial contra os supostos autores. “Não se faz política desse jeito. E agora a imprensa nacional está revelando que é de servidor nomeado, e dito por ele mesmo, recebendo para atacar, a grupo de WhatsApp, Pix de pessoas que têm ligação com bet de Caruaru pagando para me atacar. Está mais do que na cara. Para essas pessoas, eu desejo a força da lei. Vou seguir o meu caminho, o caminho de respeitar os adversários, de fazer um debate com o futuro de Pernambuco”, declarou.