Mendonça Filho diz que recondução de Andrei Rodrigues "desmoraliza o STF"
O deputado federal e candidato ao Senado, Mendonça Filho, manifestou-se sobre o caso por meio das redes sociais
Publicado: 09/09/2026 às 12:51
Mendonça Filho (PL) (Foto: Karol Rodrigues/DP Foto)
O deputado federal e candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) classificou a decisão de reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal de "bagunça jurídica" e afirmou que a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, "desmoraliza" a instituição.
"Que bagunça institucional. Ontem, o ministro André Mendonça afastou o diretor-geral da Polícia Federal por práticas ilegais de monitoramento de ministro do próprio Supremo. Hoje, o ministro [Flávio] Dino reintegra ele num processo que não tem nada a ver. É uma bagunça jurídica processual, desmoralizando o próprio Supremo Tribunal Federal", disse em vídeo divulgado no Instagram nesta quarta-feira (8).
Em outro trecho do conteúdo, o ex-ministro pede que o ministro Edson Fachin, presidente da Corte, intervenha no caso. "O Brasil está se demoralizando internacionalmente. O país está uma bagunça só. Isso é inaceitável. A sociedade tem que reagir e exigir respeito à Constituição por parte do Supremo Tribunal Federal", finalizou.
Decisão de Flávio Dino
Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino atendeu a um recurso de Andrei Passos Rodrigues e determinou a sua reintegração como diretor-geral da PF, do qual havia sido afastado do cargo um dia antes. A decisão, anulou a ordem dada na véspera pelo também ministro do STF André Mendonça, que havia afastado preventivamente Andrei e o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa.
Dino acolheu o argumento e, em despacho, escreveu que decidiu "no exercício do poder geral de cautela, com o objetivo de impedir a produção de danos irreparáveis a processos submetidos" à sua relatoria, e deferiu a tutela provisória para reverter o afastamento.
Afastamento
Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa, foram afastados preventivamente por determinação do ministro André Mendonça. Na decisão, o magistrado apontou que Rodrigues encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News, ao menos seis relatórios de inteligência produzidos sigilosamente entre 3 e 31 de agosto.
Mendonça também afirma que os documentos revelam que ele próprio foi alvo de monitoramento sistemático pela inteligência policial por mais de 30 dias. O Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, também teria sido monitorado.
Além do afastamento, André Mendonça havia determinado a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares pela Corregedoria da PF e suspendeu a produção ou o compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a monitorar magistrados, a advocacia pública ou a atividade de polícia judiciária.