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PSOL-Rede critica pressões por recuo de candidatura em PE: "Absurda e antidemocrática"

Em entrevista ao Diario de Pernambuco, o presidente estadual da coligação, Jerônimo Galvão, classificou como "absurda" e "antidemocrática" qualquer tentativa de interferência externa de outras legendas

Elaine Guimarães

Publicado: 13/08/2026 às 16:00

Chapa majoritária da federação PSOL/Rede/Rafael Vieira/DP Foto

Chapa majoritária da federação PSOL/Rede (Rafael Vieira/DP Foto)

Em meio à semana que antecede o início da campanha eleitoral, a Federação PSOL/Rede em Pernambuco reafirma a solidez e a permanência da candidatura de Ivan Moraes (PSOL) ao governo do estado. Em entrevista ao Diario de Pernambuco, o presidente estadual da coligação, Jerônimo Galvão, classificou como "absurda" e "antidemocrática" qualquer tentativa de interferência externa de outras legendas nas decisões partidárias locais.

"A candidatura de Ivan é unânime em toda a federação e em todos os grupos políticos que compõem tanto o PSOL quanto a Rede Sustentabilidade. Aqui em Pernambuco, nós estamos reafirmando a candidatura de Ivan Moraes e que ele vai permanecer enquanto candidato ao governo do estado junto com a Alice Gabino", declarou o dirigente.

A manifestação de Galvão ocorre após movimentações políticas apontarem tratativas a nível nacional envolvendo pressões supostamente envolvendo o PSB e o PT para retirada do nome de Ivan Moraes do pleito majoritário. 

Ao Diario, Jerônimo Galvão apontou que o movimento partiu de articulações em âmbito nacional ligadas a diálogos com o PSB. Para o presidente estadual, essa articulação pode estar atrelada aos dados apontados nas últimas pesquisas sobre a disputa ao Palácio do Campo das Princesas. 

Ainda segundo Galvão, apesar de possíveis medidas administrativas ou pressões direcionadas à cúpula nacional da legenda, a direção estadual demonstra total serenidade quanto ao andamento do processo eleitoral. Ao Diario, o presidente estadual da federação falou sobre a possibilidade de intervenção da direção nacional no diretório pernambucano. 

O processo, de acordo com Jerônimo Galvão, exigiria um quórum de dois terços dos votos, um cenário que, conforme o presidente estadual, é considerado inviável no atual panorama político interno.

"A gente está muito tranquilo aqui no estado de Pernambuco, porque a única possibilidade de haver a retirada da candidatura de Ivan do governo seria uma intervenção nacional aqui. Mas, para que haja uma intervenção nacional, é necessário que dois terços da direção nacional votem, e hoje a gente pode afirmar que não existem dois terços da direção nacional que pretendem fazer isso", disse.

Uma fonte interna do PSOL, ouvida pela reportagem, relatou que também ocorreu ameaça de destituição do diretório estadual da legenda, como também de uma possível judicialização. Além disso, houve um suposto movimento de "chantagem" em que o PT retiraria o apoio às candidaturas da ex-ministra Marina Silva, Manuela D'Ávila, ambas filiadas à Rede, e Áurea Carolina (PSOL), caso Ivan permanecesse como concorrente. 

A reportagem procurou o PSB para falar sobre o assunto. Contudo, a legenda afirmou que não vai se manifestar sobre o caso. 

Ivan Moraes garante união estadual do PSOL

O ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) negou os rumores sobre uma possível retirada de sua candidatura na disputa pelo Governo de Pernambuco. Em entrevista exclusiva ao Diario de Pernambuco, o jornalista reafirmou o compromisso do partido e da Federação PSOL/Rede no estado com o seu nome na disputa. “O PSOL de Pernambuco está fechado com a nossa candidatura”, enfatizou. 

Além disso, especulava-se que uma reunião agendada para a noite da última quarta-feira (12), na Casa Marielle, no centro do Recife, trataria do tema. No entanto, Ivan Moraes descartou a discussão dessa questão. "A pauta é a minha campanha. É uma reunião para os meus apoiadores sobre a campanha.”

Em Pernambuco, a Federação PSOL/Rede tem na composição da chapa majoritária, além de Ivan Moraes, a advogada Alice Gabino (Rede), como candidata à vice-governadora, e Paulo Rubem Santiago (REDE) na disputa ao Senado. A coligação tem se apresentado como uma alternativa à disputa polarizada entre a governadora Raquel Lyra (PSD), que tenta a reeleição, e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).

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