"O momento pede estratégia", diz Jô Cavalcanti sobre disputa ao Senado pela Psol-Rede
Vereadora que tinha nome posto como pré-candidata ao Senado pela federação pontuou que multiplicação de candidaturas pode abrir brechas para a direita
Publicado: 16/05/2026 às 16:50
Vereadora Jô Cavalcanti será pré-candidata ao Senado Federal (Câmara Municipal do Recife)
A vereadora do Recife, Jô Cavalcanti (PSOL), avaliou, neste sábado (16), que a decisão da Federação Psol-Rede sobre a disputa à Casa Alta pode “precipitar uma análise integrada da melhor estratégia para o atual momento político em Pernambuco”. A declaração da parlamentar surge em meio a definições cruciais para o desenho eleitoral no estado.
Na quinta, ela rebateu a rumores de que teria desistido da vaga ao Senado. No entanto, a vereadora não foi oficializada pela Federação Psol-Rede, na sexta (15), junto ao pré-candidato ao Governo de Pernambuco, Ivan Moraes (Psol), e Paulo Rubem (Rede), que também busca uma cadeira no Senado.
“O momento pede responsabilidade, unidade e estratégia. Não podemos tratar uma eleição dessa importância apenas a partir de decisões internas, sem considerar o impacto que elas produzem no conjunto do campo progressista”, pontuou.
Jô declarou que a possibilidade de deixar a disputa ao Senado só se confirmará a partir do compromisso com a unidade da esquerda e com o enfrentamento ao avanço da extrema-direita.
“Política é sobre responsabilidade com o nosso povo. O debate sobre a corrida ao Senado passa, exclusivamente, pela dimensão da unidade da esquerda, da luta contra o fascismo e pela reeleição do Presidente Lula. Não se tratando de nomes em particular”, declarou.
Em relação à sua postulação e à indicação de Paulo Rubem pela federação, ela avalia que a multiplicação de candidaturas dentro do mesmo campo político pode dispersar votos e aumentar o risco de que uma das vagas ao Senado seja ocupada pela direita.
Diante de uma eleição em que estão em jogo duas cadeiras no parlamento, a vereadora afirma que a prioridade deve ser a construção de uma posição responsável, capaz de fortalecer o campo progressista e ampliar as chances de eleger dois nomes de esquerda, comprometidos com a democracia e com o projeto do presidente Lula (PT).
“Temos defendido que essa discussão precisa partir da leitura da conjuntura e da responsabilidade com o campo democrático e popular. Pernambuco tem a possibilidade real de eleger dois senadores alinhados com a luta contra a extrema-direita e com a reconstrução do país”, afirmou.
Para ela, primeiro é necessário esgotar o debate dentro do partido. “Todas as definições sairão do conjunto dos debates entre as organizações em que atuo e de dentro do partido, sem pautar de fora para dentro falsas narrativas ou posições atravessadas.”