Presidente da Federação Solidariedade/PRD confirma apoio pessoal a Raquel Lyra, apesar de aliança com João
Deputado Fernando Rodolfo afirma que respeita a decisão da maioria da federação de apoiar João Campos, mas diz que fará campanha pela reeleição da governadora e defende liberdade para os candidatos
Publicado: 01/08/2026 às 11:12
Parlamentar afirmou que não acredita em partidos conduzidos de forma individual e defendeu que as decisões sejam tomadas de forma coletiva (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)
O deputado federal Fernando Rodolfo (PRD), presidente da Federação Renovação Solidária, composta por PRD e Solidariedade, afirmou neste sábado (1º) que manterá seu apoio pessoal à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), apesar de a federação ter oficializado aliança com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco.
Durante a convenção partidária que confirmou o apoio ao socialista, Fernando Rodolfo disse que, como presidente da federação, respeita a decisão tomada pela maioria dos filiados, mas ressaltou que continuará ao lado de Raquel na condição de deputado federal e candidato à reeleição. Segundo ele, candidatos proporcionais terão liberdade para escolher qual palanque apoiar na eleição estadual.
"Como deputado, como candidato à reeleição, eu defendo a reeleição de Raquel. E estou com Raquel. Mas, como presidente da federação, a gente tem que entender que precisamos respeitar a vontade da maioria."
O parlamentar afirmou que não acredita em partidos conduzidos de forma individual e defendeu que as decisões sejam tomadas de forma coletiva. "Quem define os caminhos do partido é a maioria. A maioria optou por caminhar com João, mas vamos deixar todos os candidatos livres, tanto os candidatos a deputado federal quanto os estaduais, para apoiarem quem quiser. Eu sou um deles e, por isso, vou caminhar com Raquel."
Fernando Rodolfo também minimizou a mudança de posicionamento da federação, que havia sinalizado apoio à governadora antes de decidir pela aliança com João Campos. Segundo ele, a alteração decorreu da dinâmica das articulações políticas no período que antecede as convenções.
"Não houve nenhum desgaste com Raquel. A política é muito dinâmica. Houve inicialmente uma conversa com a governadora, uma sinalização de apoio, mas as circunstâncias mudaram. Essas mudanças levaram a maioria dos nossos candidatos a optar por caminhar com João Campos", garantiu.
O deputado classificou a mudança como um movimento "absolutamente natural" e afirmou que esse tipo de rearranjo é comum às vésperas das convenções partidárias.