Pai de menino atacado por tubarão em Piedade diz que filho segue em "isolamento estrito"
Garoto foi atacado por um tubarão na manhã do dia 31 de maio, em um trecho da Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes
Publicado: 06/06/2026 às 11:17
Ataque aconteceu por volta das 13h30 deste domingo (31), na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife (Foto: Reprodução/Cortesia)
O pai do menino de 11 anos que teve a perna esquerda amputada após ser atacado por um tubarão na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, informou que o garoto segue internado em isolamento rigoroso devido ao alto risco de infecções.
A atualização foi divulgada por Lucas Nemezio em um vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (5). Na gravação, ele agradece às equipes médicas que participaram do atendimento do filho desde o momento do acidente e detalha os desafios enfrentados pela família durante o processo de recuperação.
“Hoje ele se encontra em isolamento estrito e essa é uma medida médica vital, pois o risco de infecção ainda é alto. A imunidade dele está muito baixa. Cada visita, por mais cheia de carinho que seja, representa um risco que ele não pode correr agora”, afirmou.
No vídeo, Lucas agradeceu à médica Luisa Monte, que prestou os primeiros socorros ainda na praia, além das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Hospital de Aeronáutica e do Hospital da Restauração (HR), unidade onde o menino recebeu os primeiros atendimentos após o ataque.
O pai também esclareceu a transferência do garoto para uma unidade particular. Segundo ele, a mudança só foi possível graças ao plano de saúde oferecido pela empresa onde a mãe da criança trabalha.
“Posteriormente, ele precisou ser transferido para a unidade particular. Quero esclarecer que isso só foi possível graças ao plano de saúde que a empresa onde a mãe dele trabalha oferece aos funcionários e estende aos dependentes”, explicou.
Ainda na gravação, o pai falou que a recuperação do filho será longa e que os custos vão além das despesas hospitalares cobertas pelo plano de saúde.
“A recuperação dele será longa. Embora o plano de saúde cubra parte do hospitalar, os custos invisíveis de uma amputação são gigantescos. Estamos falando de adaptações estruturais, tratamentos que o plano não cobre, remédios caríssimos e insumos de ponta”, disse.
Ele também falou que a vítima precisará de acompanhamento psicológico especializado após o trauma provocado pelo ataque.
Por fim, o pai reforçou o pedido de apoio à campanha de arrecadação criada para auxiliar nos custos do tratamento e da adaptação da criança à nova realidade.
Relembre o caso
O garoto de 11 anos foi atacado por um tubarão na manhã do dia 31 de maio, em um trecho da Praia de Piedade sinalizado para risco de incidentes com tubarões. Ele estava no mar acompanhado de familiares e amigos quando foi mordido.
A criança sofreu amputação da perna esquerda e também teve ferimentos na mão. Após receber os primeiros socorros ainda na faixa de areia, foi encaminhada ao Hospital da Restauração, no Recife.
Na última quinta-feira (4), após apresentar evolução clínica e receber alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o menino foi transferido para o Hospital Unimed Recife. Segundo familiares, a mudança foi solicitada em razão da cobertura do plano de saúde da família.