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Casos graves de dengue não são mais chamados de hemorrágicos; entenda

O termo mudou em 2009 segundo a OMS porque hemorragia não é o principal sintoma

Publicado em: 21/02/2024 22:35 | Atualizado em: 21/02/2024 22:07

Alteração no termo se deve pelo fato da hemorragia não ser o principal sintoma da forma mais severa da doença (foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Alteração no termo se deve pelo fato da hemorragia não ser o principal sintoma da forma mais severa da doença (foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

Por muitos anos a forma mais severa da dengue era chamada de “dengue hemorrágica”, mas desde 2009, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) alterou o termo para “dengue grave”. O movimento passou a ser aderido pela comunidade médica e posteriormente, em 2014, o Ministério da Saúde formalizou a nomenclatura como “dengue grave”.

 

A alteração no termo se deve pelo fato da hemorragia não ser o principal sintoma da forma mais severa da doença e, em alguns casos, ela nem se manifesta.

 

Os sintomas da dengue grave são parecidos com casos comuns, como febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, dor ao redor dos olhos e dores musculares e nas articulações. No entanto, o quadro começa a complicar após três a sete dias do início dos sintomas, caso a dengue grave se desenvolva. Nesse caso, os sinais da piora são dor abdominal intensa, dificuldade respiratória, queda da pressão arterial, vômito persistente, às vezes com sangue, e aumento do fígado.

 

Caso o indivíduo comece a apresentar esses sintomas, deve procurar atendimento médico imediatamente, já que as próximas 24 a 48 horas são determinantes para evitar complicações e até a morte.

 

 

 

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, uma em cada 20 pessoas pode desenvolver a forma mais grave da dengue. O risco aumenta quando a pessoa está em uma segunda infecção.

 

 

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