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Notícia de Política

Benefício

Corte no Programa Bolsa Família é criticado no estado

Publicado em: 20/03/2020 20:10 | Atualizado em: 20/03/2020 21:23

 (Sileno Guedes,  secretário  de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude. Foto:Helia Scheppa/Divulgaççao)
Sileno Guedes, secretário de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude. Foto:Helia Scheppa/Divulgaççao

O corte anunciado nesta sexta-feira (20) pelo governo federal no Programa Bolsa Família na folha de pagamento de março repercutiu negativamente em Pernambuco. A reação foi contra o percentual que atingiu os beneficiários da região Nordeste (61%). No estado a redução chegou a 14%, o que representa, segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Sileno Guedes, 21.970 famílias. Já no Nordeste o corte atingiu 96.861 famílias. "São R$ 10.6 milhões a menos em circulação na região", frisou o secretário.

 

“Mais uma vez nossa região volta a ser alvo desse governo que não se preocupa com os mais pobres e minimiza a situação que uma parcela considerável da população nordestina vive. Dos 100 mil benefícios concedidos em janeiro, somente 3% foi direcionado para o Nordeste, justamente a região que concentra o maior número de beneficiários. Este governo age com irresponsabilidade, descompromisso e indiferença com os mais vulneráveis”, disse o secretário em nota enviada à imprensa.

 

Ele disse, ainda que “enquanto temos, no estado, 192 mil famílias na fila de espera, que são pessoas em pobreza ou extrema pobreza, o governo federal continua fazendo cortes, sem a inserção de novos beneficiários. É preciso dar apoio aos mais vulneráveis. É preciso descer do palanque e, enfim, governar para todos os brasileiros”, destacou no texto Sileno Guedes.

 

O deputado federal Danilo Cabral (PSB) também questionou a medida adotada pelo governo federal. O parlamentar, que é presidente das frentes parlamentares em Defesa do Sistema Único de Assistência Social e do Nordeste, criticou a ação do governo e disse que fará um aditivo à solicitação de auditoria ao Tribunal de Contas da União de fiscalização do programa, tanto em relação à destinação das novas bolsas e os cortes atuais.

 

“Estamos no esforço para buscar soluções para que as pessoas mais vulneráveis atravessem essa crise (do coronavírus), aí vem o governo e corta benefícios. E o pior é que a maioria desses cortes ocorreu no Nordeste, que concentra o maior número de pessoas necessitadas e ainda desassistidas pelo programa”, questionou Danilo Cabral.

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