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Terra enfrenta primeiro risco de extinção desde os dinossauros, diz estudo

Alerta diz que bem-estar da humanidade está em risco por degradação da biodiversidade

Por: AFP

Publicado em: 23/03/2018 11:19 | Atualizado em: 23/03/2018 11:26

A Terra enfrenta a primeira extinção em massa de espécies desde o desaparecimento dos dinossauros. Foto: Jon Hoad/Divulgacao

A humanidade está colocando em risco seu próprio bem-estar com a exploração excessiva dos recursos naturais e danos à biodiversidade, alerta um estudo divulgado pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas (IPBES).

"Esta tendência alarmante coloca em perigo as economias, os meios de subsistência, segurança alimentar e a qualidade de vida das pessoas em todas as partes", concluem quatro relatórios elaborados por mais de 550 cientistas para a IPBES.

A fauna e a flora continuam sendo degradadas de uma forma severa em todas as partes do planeta e, assim, a Terra enfrenta a primeira extinção em massa de espécies desde o desaparecimento dos dinossauros. 

Mas desta vez na equação do desastre não aparece um meteoro, e sim o homem. Os cientistas advertem que na região Ásia-Pacífico os peixes para consumo humano podem acabar em 30 anos.

Quase 90% dos corais desta região podem registrar uma "severa degradação" até 2050. Até 2100, metade das espécies de aves e mamíferos da África podem ter sido extintas.

A "degradação" da biodiversidade está "reduzindo significativamente a capacidade da natureza de contribuir ao bem-estar das pessoas".  
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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