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Notícia de Ciência e Saúde

CARNAVAL 2018

CARNAVAL 2018: Confira os cuidados necessários na hora de utilizar o glitter

A maior atenção tem que ser dada ao teste alérgico, que deve ser feito ao menos um dia antes para avaliar se a pele irá reagir ou não

Publicado em: 02/02/2018 21:00 | Atualizado em: 03/02/2018 14:38

A palavra de ordem nesse carnaval é brilhar. Foto: Reprodução/Pixabay (A palavra de ordem nesse carnaval é brilhar. Foto: Reprodução/Pixabay)
A palavra de ordem nesse carnaval é brilhar. Foto: Reprodução/Pixabay (A palavra de ordem nesse carnaval é brilhar. Foto: Reprodução/Pixabay)

Fantasias, adereços e maquiagens extravagantes são as apostas de muitos foliões para o carnaval. O glitter, em especial, tem ganhado ainda mais destaque daqueles que não querem deixar de se produzir nos dias de festa, sendo aplicado no rosto e corpo para compor o traje. No entanto, dermatologistas e oftalmologistas alertam para os cuidados necessários na hora de utilizar o produto. 
 
A maior atenção tem que ser dada ao teste alérgico, que deve ser feito ao menos um dia antes para avaliar se a pele irá reagir ou não. O procedimento consiste na aplicação do glitter no antebraço, deixando permanecer por quatro horas. Por conseguinte, o brilho deve ser removido, e o folião deve observar se a pele ficou avermelhada, com ardência ou prurido. Em caso de algum desses sintomas, o uso não é aconselhado, pois áreas lesionadas ou com algum ferimento tem maior risco de contaminação e piora do quadro. 
 
A dermatologista Mayra Mayer alerta para o cuidado em caso de irritação no rosto e em áreas maiores do corpo. "O glitter deve ser retirado, imediatamente, com o óleo bifásico sem friccionar a pele, lavando a região com água corrente. Já para a retirada do produto em áreas maiores do corpo, podemos utilizar óleo de amêndoas ou de coco passando sobre a pele com algodão e, posteriormente, lavando com água e sabão". Na piora do quadro, procurar ajuda médica. 
 
Existem, também, os glitters hipoalergênicos, versões que passaram por testes em laboratório e têm menos chances de causar alergia. Por outro lado, não há 100% de garantia que o produto não causará o problema. A dermatologista aproveita para dar uma dica que reduz o risco de reações. "É importante usar protetor solar e hidratar a pele antes da aplicação do glitter e da maquiagem, pois uma pele hidratada e íntegra tem menores riscos de desenvolver dermatites", acrescentou. 
 
A região que mais deve receber o cuidado dos foliões são os olhos. De acordo com o médico oftalmologista Vasco Bravo Filho, do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope), é preciso estar atento no momento de colocar o produto. "Por se tratar de um material áspero, ele pode entrar nos olhos e arranhar a córnea", explica. Se a purpurina entrar em contato com os olhos, o aconselhado é evitar coçar.  "O recomendado é lavar com água corrente e soro fisiológico, mas, se os olhos permanecerem irritados, é preciso procurar atendimento médico". 
 
Depois de estar ciente de todos os cuidados importantes, é hora de se jogar na folia e brilhar. A foliã Beatriz Lustosa, 19 anos, confessa que sempre utiliza o produto em suas composições. "Eu acho bonito. Combina com todo look, fantasia. Dá uma animação e combina com a época do ano". 
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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