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SP recebe nesta terça mais 500 mil vacinas contra febre amarela

Desde que foram confirmadas mais três mortes por febre amarela, em 9 de janeiro, foram registradas filas em postos de saúde de todo o estado

Publicado em: 15/01/2018 17:32 | Atualizado em: 15/01/2018 17:33

De acordo com a secretaria de Saúde, 7 milhões de pessoas foram vacinadas em todo o Estado no ano de 2017 - Foto: Divulgação/Prefeitura de Pitangueiras (SP)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta segunda-feira, 15, que o Estado vai receber mais 500 mil vacinas contra febre amarela na terça-feira, 16. A remessa faz parte de um total de 1 milhão que o governo federal deve enviar nos próximos dias.

"Como a demanda é grande, falamos com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e ele vai mandar mais 1 milhão de doses. As primeiras 500 mil chegam amanhã, além daquelas 7 milhões que serão do esforço concentrado de fevereiro, entre 3 e 23 de fevereiro", disse o governador, que participou da 45ª Feira Internacional de Calçados, Artefatos de Couro e Acessório de Moda, a Couromoda, ao lado do prefeito João Doria (PSDB), na zona norte da capital paulista.

Desde que foram confirmadas mais três mortes por febre amarela, em 9 de janeiro, foram registradas filas em postos de saúde de todo o Estado, até por quem não tem indicação, neste momento, para a vacinação. 

"É importante não ter pânico. O trabalho está sendo bem feito e a prioridade são aquelas áreas, corredores, onde as pessoas têm mais aproximação da área da mata. Não há desde 1942, febre amarela urbana, a febre amarela é silvestre", ressaltou Alckmin.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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