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Notícia de Ciência e Saúde
Poluição China, maior poluidor do mundo, lançará mercado nacional de carbono A cada ano, o gigante asiático consome mais carvão que todos os demais países reunidos

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 20/12/2017 09:24 Atualizado em:

Prédios de Pequim. Foto: Greg Baker/AFP
Prédios de Pequim. Foto: Greg Baker/AFP
A China, o maior emissor mundial de gases do efeito estufa, revelou na terça-feira (19) um projeto de mercado nacional de carbono, que pode se tornar a principal plataforma de troca de créditos de emissão do planeta.

A cada ano, o gigante asiático consome mais carvão que todos os demais países reunidos. É muito dependente, além disso, da energia fóssil para a calefação e a produção de eletricidade.

"O lançamento do mercado de carbono chinês mostra o compromisso crescente no mundo para fixar um preço para a poluição e para dirigir os investimentos para as energias limpas", afirmou Femke de Jong, diretora de políticas do Carbon Market Watch, organismo de observação do mercado de carbono baseado em Bruxelas.

A China é o maior investidor do mundo em energias renováveis, e poderia assumir posições de vanguarda na luta contra o aquecimento global, após a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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