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Notícia de Ciência e Saúde
saúde da mulher Anticoncepcional moderno está ligado a risco de câncer, diz estudo Os pesquisadores encontraram um risco similar de câncer de mama com o dispositivo intrauterino (DIU) exclusivo de progestina

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 07/12/2017 22:41 Atualizado em: 07/12/2017 22:48

Riscos dos anticoncepcionais: pesquisadores analisaram os registros de saúde de 1,8 milhão de mulheres, com idades entre os 15 e os 49 anos. Foto: Correio Braziliense
Riscos dos anticoncepcionais: pesquisadores analisaram os registros de saúde de 1,8 milhão de mulheres, com idades entre os 15 e os 49 anos. Foto: Correio Braziliense
As pílulas anticoncepcionais modernas que com menores concentrações de estrogênio têm menos efeitos colaterais do que os anticoncepcionais orais passados. Mas um grande estudo dinamarquês sugere que, como as mais antigas, elas aumentam modestamente o risco de câncer de mama, especialmente com o uso a longo prazo. Os pesquisadores da Universidade de Copenhague encontraram um risco similar de câncer de mama com o dispositivo intrauterino (DIU) exclusivo de progestina, e sugerem que outros tipos de anticoncepcional hormonal, como implantes e adesivos, também provoquem esse efeito.

“Nenhum tipo de contraceptivo hormonal é livre de risco, infelizmente”, afirmou a principal autora do trabalho, Lina Morch, do Hospital Universitário de Copenhague. Contudo, o risco foi bastante pequeno, totalizando um caso extra de câncer de mama por ano para cada 7.700 mulheres que usavam esses anticoncepcionais. Os especialistas que analisaram a pesquisa disseram que cabe às mulheres decidir se, para elas, essa informação é mais importante do que os benefícios conhecidos da pílula – incluindo a redução da incidência de outros tipos de câncer.

“A contracepção hormonal ainda deve ser percebida como uma opção segura e eficaz para o planejamento familiar”, disse ao jornal The New York Times a ginecologista JoAnn Manson, chefe de medicina preventiva no Brigham and Women's Hospital de Harvard, que não participou da pesquisa. Manson ressaltou que mulheres acima de 40 anos podem optar pelo DIU não hormonal, fazer ligadura de trompas ou conversar com o parceiro sobre a vasectomia.

Os pesquisadores analisaram os registros de saúde de 1,8 milhão de mulheres, com idades entre os 15 e os 49 anos, na Dinamarca, onde um sistema nacional de cuidados permite cruzar dados de histórico de prescrição, diagnósticos de câncer e outras informações. Os resultados foram publicados no New England Journal of Medicine.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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