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Notícia de Ciência e Saúde
EPIDEMIA Um em cada 11 adultos no mundo sofre de diabetes A Federação Internacional de Diabetes (FID) destacou que a cifra supera a de 2015 em 10 milhões

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 14/11/2017 20:06 Atualizado em:

Um em cada 11 adultos no mundo - ou seja, 425 milhões de pessoas - sofria de diabetes em 2016, segundo dados publicados nesta terça-feira (14/11) por ocasião do Dia Mundial consagrado a esta doença.

A Federação Internacional de Diabetes (FID) destacou que a cifra supera a de 2015 em 10 milhões.

"A diabetes é uma das maiores urgências sanitárias mundiais. Serão necessárias mais ações (...) para reduzir a carga econômica e social" que ela representa, avaliou em um comunicado a FID, cujas cifras se referem a adultos com idades de 20 a 79 anos.

A federação estima que a doença represente 12% dos gastos globais com saúde, ou seja, 727 bilhões de dólares.

A Federação calcula que em 2045 haverá 629 milhões de pessoas afetadas pela diabetes.
 
Existem dois tipos de diabetes, uma disfunção que impede ao organismo assimilar corretamente os açúcares.

A de tipo 2, que responde por quase 90% dos casos, ocorre devido a uma alta prolongada do nível de açúcar no sangue, frequentemente associada à obesidade e a determinados estilos de vida que incluem sedentarismo e má alimentação.

A de tipo 1, que quase sempre se manifesta de forma brutal em crianças e jovens, caracteriza-se por uma produção insuficiente de insulina, hormônio secretado pelo pâncreas.

Segundo a FID, "mais de 350 milhões de adultos correm atualmente um risco elevado de desenvolver diabetes tipo 2", ou seja, 34 milhões a mais do que em 2015.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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