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Notícia de Ciência e Saúde
SAÚDE Risco de complicação de doenças crônicas poderá ser previsto 5 dias antes O especialista ressaltou, no entanto, que, além da tecnologia necessária para usar dados para detectar e prever condições de saúde, é preciso ainda investir em assistência à saúde

Por: Agência Estado

Publicado em: 14/08/2017 13:45 Atualizado em:

Prever complicações de doenças crônicas dias antes de elas acontecerem será cada vez mais possível e barato não somente pelos avanços da medicina, mas graças ao desenvolvimento da ciência da computação. É o que afirma Jack Kreindler, fundador do Centre for Health and Human Performance, centro britânico que usa a medicina esportiva para pensar em soluções para pacientes com doenças crônicas e graves. 

Ele foi um dos palestrantes do Summit Saúde Brasil, evento promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira, 14, em São Paulo.

O especialista apresentou projetos desenvolvidos por seu centro em parceria com empresas americanas que possibilitaram a criação de dispositivos que monitoram em tempo real indicadores de saúde de pacientes com doenças crônicas. Criando algoritmos que verificam quais índices podem indicar um enfarte ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), o paciente pode saber até cinco dias antes sobre o risco de ter uma complicação. 

"Dez anos atrás, esse tipo de tecnologia custaria milhares de dólares por paciente, mas hoje custa muito pouco", destacou.

O especialista ressaltou, no entanto, que, além da tecnologia necessária para usar dados para detectar e prever condições de saúde, é preciso ainda investir em assistência à saúde para que essas ferramentas não fiquem restritas a poucos.

Evento

Pelo segundo ano consecutivo, o jornal O Estado de S. Paulo realiza em 14 de agosto o evento Summit Saúde Brasil - conferência que tem como principal objetivo destacar e discutir as principais tendências em gestão e tecnologia na área de Saúde e Medicina não só no Brasil, mas no mundo todo.

Voltado para gestores e administradores de hospitais, clínicas, laboratórios e planos de saúde, o Summit também vai discutir a importância da profissionalização da gestão, pois abordará temas como redução de custos e sustentabilidade do sistema. A expectativa é de que ao menos 500 gestores de todo o Brasil participem da conferência, em São Paulo.

Para debater tendências comportamentais, tecnológicas e de gestão na Medicina, palestrantes brasileiros e estrangeiros vão expor suas experiências em painéis e sessões simultâneas durante todo o dia.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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