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Notícia de Ciência e Saúde
NASA Eclipse solar poderá ser visto em 21 de agosto Fenômeno poderá ser visto parcialmente em algumas regiões do Brasil; EUA terá uma faixa de escuridão por alguns segundos

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 04/08/2017 21:07 Atualizado em: 04/08/2017 21:11

Eclipse solar em Sarmiento, Argentina (26/2) (Alejandro Pagni)
Eclipse solar em Sarmiento, Argentina (26/2)
Milhões de pessoas estão a ponto de contribuir, em um gigantesco esforço científico, com o estudo do eclipse total do Sol que poderá ser apreciado, parcialmente, na América do Sul, Europa e África, e, completamente, na América do Norte, em 21 de agosto.

Com tecnologia por todos os lados, de smartphones a satélites, o eclipse será captado como nunca antes e oferecerá aos cientistas informações mais precisas sobre o funcionamento do Sol.

Para acompanhar o evento plenamente, a Nasa fará uma cobertura em tempo real do fenômeno, com a participação de cientístas. Além de dezenas de câmeras terrestres, telescópios, aviões e balões serão utilizados para deixar a transmissão mais fidedigna.

"Este evento irá rivalizar com a aterrissagem na Lua de 1969 como um marco para uma nova geração", disse Madhulika Guhathakurta, cientista principal da Nasa para o eclipse de 2017. 

O fenômeno será mais visível nos Estados Unidos, onde todo o país ficará sob a sombra durante o eclipse. A sua faixa de escuridão total, contudo, será de 113 km e se moverá de Oregon à Carolina do Sul, passando por 14 estados americanos.

"Nunca houve um evento como este na história da humanidade no qual tanta gente pudesse participar e com uma tecnologia excepcional", disse no dia 21 de julho, a repórteres, Carrie Black, diretora associada na Fundação de Ciência Nacional.

"Esperamos que milhões de pessoas participem. As imagens e informações serão reunidas e analisadas por cientistas durantes os próximos anos", acrescentou.

Um dos projetos mais populares relacionados a este eclipse é o chamado "Eclipse MegaMovie", que o Google realizará junto com a Universidade da Califórnia, em Berkeley.

O objetivo do projeto é reunir imagens registradas por estudantes e outros observadores amadores da trajetória do eclipse, a fim de criar material educativo que descreva o que foi este fenômeno de 93 minutos na sua passagem pelo país.

Outro projeto, o Citizen Continental-America Telescopic Eclipse (CATE), será dirigido pelo Observatório Solar Nacional e pela Universidade do Arizona, e será uma espécie de corrida de revezamento.

Voluntários de diferentes universidades, colégios e laboratórios nacionais serão distribuídos ao longo do caminho do eclipse, usando sistemas idênticos de telescópios e câmeras digitais para capturar imagens de alta qualidade.

O eclipse ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, bloqueando a luz. Apesar dos dois atros terem tamanhos diferentes, a distância entre eles permite que o fenômeno aconteça completamente. 

Este apagão perfeitamente circular do centro brilhante do Sol permite aos cientistas capturarem com detalhes a elusiva atmosfera exterior do Sol, ou coroa solar.  

A Nasa está lembrando as pessoas de que elas devem tomar as devidas precauções, porque nunca é seguro olhar diretamente para o Sol durante um eclipse, nem mesmo com óculos escuros normais. 





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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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