Mundo submarino Pesquisadores e Greenpeace divulgam primeiras fotos de corais da Amazônia A exploração de petróleo na região pode começar ainda este ano e toda atividade petrolífera traz consigo o risco de um derramamento de petróleo

Publicado em: 30/01/2017 23:35 Atualizado em: 31/01/2017 00:13

O recife de corais, esponjas e rodolitos tem 9,5 mil quilômetros quadrados. Foto: Greenpeace/Divulgação (O recife de corais, esponjas e rodolitos tem 9,5 mil quilômetros quadrados. Foto: Greenpeace/Divulgação)
O recife de corais, esponjas e rodolitos tem 9,5 mil quilômetros quadrados. Foto: Greenpeace/Divulgação

Pesquisadores de diversas universidades brasileiras e a organização não governamental Greenpeace divulgaram nesta segunda-feira as primeiras imagens do recife de corais da Amazônia. Uma embarcação saiu do Porto de Santana, no Amapá, em direção à foz do Rio Amazonas, onde está o recife de corais, esponjas e rodolitos de 9,5 mil quilômetros quadrados (km²) – uma área 20% maior que a região metropolitana de São Paulo.

Com o auxílio de um submarino, a ong Greenpeace e pesquisadores que anunciaram a descoberta dos corais, em abril do ano passado, fizeram uma expedição desde o dia 24 com o objetivo de observar, pela primeira vez, o recife e alertar sobre os perigos da exploração de petróleo na região.

“O objetivo da campanha [Defenda os Corais da Amazônia] é defender os corais da Amazônia. Esses corais são um novo bioma, um bioma único no mundo, porque eles estão localizados em uma região, uma área onde não se pensava possível a existência de corais como esses. E esse novo bioma já nasce ameaçado”, disse Thiago Almeida da Campanha de Energia do Greenpeace.

Segundo Almeida, a perfuração e exploração de petróleo na região pode começar ainda este ano e “toda atividade petrolífera traz consigo o risco de um derramamento de petróleo”. Ele disse que, em caso de um vazamento, não só os corais estariam ameaçados, mas as comunidades tradicionais da região, incluindo pescadores, extrativistas, quilombolas e indígenas, que dependem da costa brasileira para sobreviver, seriam gravemente afetados.

No sábad, o submarino foi lançado do navio Esperanza com o cientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fabiano Thompson, e Kenneth Jozeph Lowick, do Greenpeace da Bégica. O cientista da UFRJ liderou o grupo de cientistas que descobriu o recife de corais na foz do Rio Amazonas.

MAIS NOTÍCIAS DO CANAL