Governo iraniano trava Estreito de Ormuz e cobra acordo dos EUA
Teerã discute trânsito paralelamente com Omã, mas reafirma que reabertura efetiva depende de negociações diretas com Washington
Publicado: 10/08/2026 às 09:46
Fechamento do Estreito tornou-se a consequência mais duradoura do conflito no Oriente Médio, iniciado há mais de cinco meses ( Hans Lucas via AFP)
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã reafirmou que o país não reabrirá o Estreito de Ormuz até que Washington atenda às condições iranianas. "Cabe ao lado dos EUA parar e reparar suas ações ilegais e destrutivas", disse Esmail Baghaei nesta segunda-feira, 10, ao mencionar o bloqueio americano a portos iranianos.
O Irã quer que os EUA suspendam o bloqueio, paguem indenizações pelos danos de guerra acumulados ao longo de meses, retirem as sanções econômicas e liberem ativos iranianos congelados.
O fechamento do Estreito de Ormuz - via marítima por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo - tornou-se a consequência mais duradoura do conflito no Oriente Médio, iniciado há mais de cinco meses. O impasse mantém os preços de energia no centro da política americana às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro.
O Irã mantém conversas separadas com Omã sobre o trânsito pelo estreito, inclusive sobre a possível criação de um corredor temporário de navegação. Mas afirma que qualquer reabertura efetiva depende de negociações com os EUA.
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