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COLUNA BETO LAGO

Beto Lago: "Náutico chega forte, consistente e confiante"

O primeiro jogo da final do Pernambucano acontece no próximo domingo (01/03)

Beto Lago

Publicado: 23/02/2026 às 08:10

O Náutico venceu o Santa Cruz e está classificado para a final do Pernambucano de 2026/ Rafael Vieira/CNC

O Náutico venceu o Santa Cruz e está classificado para a final do Pernambucano de 2026 ( Rafael Vieira/CNC)

Timbu na final
Deu Náutico no Clássico das Emoções e não foi por acaso. Foi por imposição. Em mais uma noite decisiva de Paulo Sérgio, o Timbu venceu o Santa Cruz por 2x0 e carimbou a vaga na final do Estadual. O jogo teve tensão, nervos à flor da pele e trabalho para Paulo César Zanovelli no controle disciplinar. Mas, tecnicamente, repetiu o roteiro recente dos últimos jogos na primeira etapa: equilíbrio nas chances e diferença na maturidade. O Santa até teve um gol anulado, mas quando parecia que ficaria no empate, Vinícius escapa pela esquerda e é derrubado. Paulo César cobra o pênalti e abre o marcador. Precisando virar o duelo, o time coral começou melhor na segunda etapa. Teve a chance de ouro de equilibrar o clássico, em um pênalti. Era o momento da reação. Faltou grandeza. William Júnior brincou e desperdiçou, e Gaston cresceu. Clássico não perdoa hesitação. O Náutico também perdeu um pênalti, é verdade. Mas não perdeu a postura. Continuou firme, competitivo, intenso. E foi premiado quando, após escanteio, Paulo Sérgio acertou uma bomba para liquidar a fatura. A vitória foi justa, construída com personalidade. O Náutico foi mais time, mais concentrado e mais cascudo. Chega à decisão forte, consistente e com a confiança de quem entende o peso da camisa. E está pronto para retomar a hegemonia do Estado.

Sem evolução
O Sport venceu o Retrô, mas segue com problemas na organização coletiva. E fica mais preocupante quando ouvimos a coletiva do técnico Roger Silva, na contramão de tudo que se vê de errado no time. O treinador tem o direito de defender suas convicções, pode até falar em “construção de equipe”. O que não pode é tentar desmentir o que o campo já escancarou.

Nada de "bom goleiro"
Nos dois jogos contra o Retrô, com direito a longas sequências de treinos, duas atuações pobres e sem evolução. Ao blindar Halls com o discurso de que é “bom goleiro”, Roger ignora o tamanho da meta rubro-negra. No Sport, o goleiro precisa ser decisivo, suportar pressão e exercer liderança, virtudes que Halls ainda não demonstrou.

Sobre Zé Lucas
Mais difícil de sustentar foi a justificativa sobre Zé Lucas. Optar por Pedro Martins e deixar no banco o capitão da Seleção é, no mínimo, uma escolha questionável. A diferença técnica é clara. Neste momento, sinceridade pesa mais que retórica.

Arbitragem
Para quem ostenta o rótulo de “melhor árbitro do futebol brasileiro em 2025”, Rodrigo Pereira vem acumulado decisões que interferem diretamente no resultado em campo. Erros que não são detalhes: são lances que custam pontos, vagas em finais e até títulos.

 

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