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COLUNA BETO LAGO

Beto Lago: "Meu Raio-X sobre a Série B"

A segunda divisão do Brasileiro se inicia no próximo sábado (21)

Beto Lago

Publicado: 20/03/2026 às 08:23

Troféu da Série B do Campeonato Brasileiro/Joilson Marconne / CBF

Troféu da Série B do Campeonato Brasileiro (Joilson Marconne / CBF)

Raio-X da Série B
O Brasileiro da Série B não é um campeonato para quem vive de passado. É uma competição que cobra consistência, organização e elenco. Nome não ganha ponto, tradição não sustenta campanha e pressão, sozinha, não coloca ninguém no G6. E o futebol pernambucano entra em 2026 dividido entre a expectativa e a realidade. Sport e Náutico tentam se firmar, com limitações e problemas. Se a gente tratar a competição como ela realmente é – um campeonato de resistência –, a primeira conclusão derruba qualquer sonho: nossos clubes não começam na prateleira mais alta, ou seja, sem a força de um favorito ao acesso. Hoje, colocar Fortaleza, Ceará e Goiás nesta parte é fato. Se mostram preparados, com elencos mais prontos. O título estadual trouxe mais ilusão que verdades para o Sport. O discurso de ser protagonista na competição é fala obrigatória de dirigentes, comissão técnica e elenco, mas não é a realidade. O que se viu foi um início da temporada frágil, trazendo uma instabilidade técnica preocupante. Já o Náutico correu para se reforçar, mas ainda segura uma folha salarial que fica na faixa de R$ 2 milhões. Mas, se quiser subir, terá que aumentar. Existe a vantagem de Hélio dos Anjos conhecer os atalhos da Série B, mas volto a bater na mesma tecla: as contratações precisam ter o aval da diretoria. A chave do futebol do clube não pode ficar nas mãos do treinador. Por isso, hoje, coloco os Leão e Timbu em uma prateleira mais abaixo, ao lado de Juventude, Atlético/GO, América/MG e Novorizontino.

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E os demais?
Criciúma, Ponte Preta, Londrina, São Bernardo, CRB, Avaí, Cuiabá, Operário, Vila Nova, Athletic e Botafogo/SP se espalham em prateleiras que dizem mais sobre instabilidade do que hierarquia. Há campeões estaduais que podem surpreender, mas há quem se escore em SAFs e parceiros, sobretudo no interior paulista, tentando comprar um salto de patamar. No fim, até mesmo quem caiu nos seus estaduais, como Ponte e Athletic, entra como “azarão”, não por força, mas pelo equilíbrio geral.

Equilíbrio bem maior
O cenário que se desenha é de uma Série B mais nivelada do que nos últimos anos. Nem mesmo os que vieram da Série A (Fortaleza, Ceará, Juventude e Sport) conseguem se colocar em um patamar de superioridade tão evidente. Os próprios cearenses sabem: um início irregular pode comprometer todo o planejamento. E há um agravante que costuma redefinir rumos: a janela do meio do ano, a última cartada para quem tenta se organizar em meio ao caos.

Regularidade, organização e elenco
Existe um fator que todos os 20 times precisam ter em mente: tradição não encurta caminho. Cada clube precisa ter regularidade, organização e elenco para chegar forte na 38ª rodada da competição – seja nas duas vagas diretas do acesso ou pelas quatro restantes que brigam nos playoffs. E pune qualquer improviso. O problema é que, muitas vezes, os clubes só percebem isso quando já estão distantes do acesso ou próximos do risco.

 

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