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COPA DO MUNDO

Copa do Mundo: os craques eternizados nos Mundiais

A Copa do Mundo separa os meros mortais dos imortais. Banhados nessa glória, estão gênios como Pelé, Ronaldo, Maradona e Zidane

Marcos Leandro

Publicado: 19/03/2026 às 12:25

Ronaldo Fenômeno  celebra gol marcado contra a Alemanha na final em 2002. /Foto: Acervo DP

Ronaldo Fenômeno celebra gol marcado contra a Alemanha na final em 2002. (Foto: Acervo DP)

Craque! O carimbo definitivo de jogador acima da média, idolatrado por um país e eternizado na história, vem com a Copa do Mundo. É no Mundial que o bom jogador fica sendo apenas um bom jogador. E os craques se tornam ainda mais craques! O Diario de Pernambuco dá sequência às reportagens especiais de aquecimento para a Copa de 2026 destacando quatro gênios, que marcaram história na competição.

Entre os muitos brasileiros com trajetória de sucesso nas Copas, dois deles possuem cadeira cativa: o Rei Pelé, claro, e Ronaldo Fenômeno. Eles simbolizam a força do futebol pentacampeão, único a participar de todas as edições do Mundial. Eles representam Leônidas da Silva, Ademir Menezes, Zizinho, Garrincha, Nilton Santos, Zagallo, Tostão, Rivellino, Jairzinho, Zico, Romário, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e muitos outros craques.

Com apenas 17 anos, Pelé já escancarou que veio ao mundo do futebol para ser o maior de todos os tempos. Começou no banco e só fez a sua estreia na 3ª rodada do Grupo A da Copa de 1958, quando o técnico Vicente Feola sacou Dino Sani, Joel e Mazzola para as entradas de Zito, Garrincha e Pelé. A Canarinho venceu por 2 a 0, mas não teve gol de Pelé. Ele só balançaria a rede nas quartas de final, no 1 a 0 contra País de Gales. Seriam mais cinco tentos nos gramados suecos, sendo dois na goleada por 5 a 2 na final contra a Suécia, que fez enfim o Brasil soltar o grito de é campeão!

Na campanha do bi, no Chile, em 1962, Pelé se machucou e só participou de dois jogos, fazendo um gol na estreia contra o México, 2 a 0. Em 1966, na Inglaterra, também sofreu com a violência da marcação dos adversários e também só entrou em campo duas vezes, deixando a sua marca no 2 a 0 diante da Bulgária. O fechamento da saga de Pelé em Copas viria em grande estilo em 1970, no México. Camisa 10 do maior time de todos os tempos, o Rei coroou a sua majestade com quatro gols e lances que também entraram para a história pelo fato de a bola não ter entrado, com o chute do meio de campo contra a Tchecoslováquia.

Duas décadas depois, um menino também de 17 anos também conquistava sua primeira taça na Copa de 1994, nos Estados Unidos. Mas ficou apenas como opção no banco. O brilho de Ronaldo, mais tarde com o “Fenômeno” acrescentado ao seu nome, começou em 1998, mesmo com o vice para a França de Zidane. O camisa 9 fez quatro gols. E quem esquece da convulsão polêmica no dia da decisão contra os franceses?

Daí em diante, a superação deu o tom na sua carreira. Depois de sucessivas lesões nos joelhos e, dado por muitos como acabado para o futebol ele mostrou que é mesmo fenômeno. Bancado pelo treinador Luiz Felipe Scolari, foi o craque da Copa de 2002, na conquista do penta no Japão/Coreia. Foram oito gols, inclusive os dois na final contra a Alemanha. Fora de forma, encerrou sua jornada com mais três gols em 2006, no Mundial da Alemanha. Com 15 gols, foi o maior artilheiro até ser superado por Klose (ALE) em 2014 – 16 gols.

MARADONA E ZIDANE

Entre os estrangeiros, Maradona e Zidane simbolizam bem craques que brilharam pelos outros países. Preterido na Copa de 1978, Maradona só estreou em 1982, na Espanha. E não fez bonito, sendo inclusive expulso na eliminação da Argentina contra o Brasil nas quartas de final. Já 1986 foi a Copa de Maradona. Foram cinco gols, sendo um considerado o mais bonito de todos os tempos, contra a Inglaterra. Nesse mesmo jogo, pelas quartas de final, teve também o famoso gol com a mão, mostrando como nunca a sua faceta de anti-herói. Foi o nome do bi argentino. Em 1990, ainda levou os hermanos ao vice na Itália, perdendo a final para a Alemanha. Depois de problemas com drogas e suspensão, voltou para a Copa de 1994, fez um gol, contra a Grécia, mais saiu pela porta dos fundos, em mais um caso de doping.

Zinedine Zidane também tem um título e um vice. Em 1998, fez foi o carrasco do Brasil na decisão, com dois gols na conquista do primeiro título francês após o triunfo por 3 a 0 frente à Seleção Brasileira. Já em 2002, sucumbiu na 1ª fase no Mundial, com direito a vexame diante de Senegal na 1ª fase. Mas voltou em grande estilo em 2026, sendo um dos grandes responsáveis pela eliminação do Brasil nas quartas de final. Porém, na decisão, teve um ataque de fúria, agrediu o italiano Materazzi, foi expulso e deixou o Mundial com o vice e com uma última imagem negativa.

 

Quarteto nas Copas

  • Maradona – Argentina
    4 Copas (1982/1986/1990/1994)
    1 título (1986)
    21 jogos
    8 gols
  • Pelé – Brasil
    4 Copas (1958/1962/1966/1970)
    3 títulos (1958/1962/1970)
    14 jogos
    12 gols
  • Ronaldo Fenômeno – Brasil
    4 Copas (1994/1998/2002/2006)
    2 títulos (1994/2002)
    19 jogos
    15 gols
  • Zidane – França
    3 Copas (1998/2002/2006)
    1 título (1998)
    12 jogos
    5 gols

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