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Recife tem a menor alta do país no valor da cesta básica nos últimos 12 meses

Segundo o Dieese e a Conab, além do Recife, outras 21 capitais brasileiras tiveram aumento da cesta básica no período. Maior alta foi registrada em Cuiabá

Villanova Neto e Estadão Conteúdo

Publicado: 10/08/2026 às 11:57

Em Recife, cesta básica tem leve alta de 0,74% em 12 meses, mesmo com queda generalizada de preços no país em julho/Sandy James/DP Foto

Em Recife, cesta básica tem leve alta de 0,74% em 12 meses, mesmo com queda generalizada de preços no país em julho (Sandy James/DP Foto)

O custo da cesta básica no Recife registrou alta de 0,74% nos últimos 12 meses, a menor entre as 22 capitais brasileiras que também tiveram aumento no período. Em outras cinco capitais, houve redução no valor.

Ainda na comparação de 12 meses, Cuiabá teve a maior alta entre as capitais, de 8,33%, enquanto Natal registrou o maior recuo, de 2,26%. O dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Valores de julho

Em julho, o preço da cesta básica caiu em 26 das 27 capitais brasileiras, impulsionado pela redução nos valores de itens como batata, tomate e café em pó.

Na comparação mensal, as quedas mais acentuadas em julho foram registradas em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%) e Belo Horizonte (-7,44%). São Luís foi a única capital com alta no mês (0,30%).

Valores da cesta básica

São Paulo seguiu como a cesta mais cara do País: R$ 915,01, após recuo mensal de 5,23%. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37).

No Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60), Natal (R$ 631,51) e João Pessoa (R$ 644,04).

A queda média nacional em julho reduziu o esforço do trabalhador para comprar os itens da cesta: o tempo médio de trabalho necessário caiu para 100 horas e 24 minutos, ante 105 horas e 51 minutos em junho. O gasto médio comprometeu 49,34% do salário mínimo líquido.

Com base na cesta mais cara do país, a de São Paulo, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.687,01, o equivalente a 4,74 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.621,00.

 

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