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Comércio prevê queda de 3,6% nas vendas para o Dia dos Pais

Estudo da Fecomércio-PE estima ainda que serão movimentados R$ 226,5 milhões. Inadimplência seria um dos motivos para a retração

Amauri Lins

Publicado: 04/08/2026 às 22:36

O Dia dos Pais está entre as seis datas mais importantes do calendário varejista brasileiro. Foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press/

O Dia dos Pais está entre as seis datas mais importantes do calendário varejista brasileiro. Foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press ()

As compras do Dia dos Pais no comércio pernambucano em 2026 devem movimentar cerca de R$ 226,5 milhões, de acordo com a estimativa do Hub do Comércio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE). A cifra representa uma retração real de 3,6% em relação à movimentação do ano passado na data comemorativa.

De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, mesmo com a queda nos números, o período segue com fundamental importância para alavancar as vendas no varejo.

“O Dia dos Pais abre o ciclo das principais datas comerciais do segundo semestre e continua sendo uma grande oportunidade para diversos segmentos do varejo. Mesmo diante de um cenário de maior restrição ao consumo, a data mantém capacidade de estimular as vendas e contribuir para a atividade econômica em Pernambuco. O planejamento das empresas com as estratégias comerciais adequadas pode favorecer o desempenho dos negócios”, avalia Peixoto.

A metodologia utilizada no levantamento considera dados de diversas instituições como Banco Central, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE) e Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), além de cruzar com indicadores de crédito, pesquisas de intenção de consumo e arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para gerar a previsão.

Ao todo, é esperado que o estado movimente cerca de R$ 11 bilhões ao longo do mês de agosto, sendo R$ 2,46 bilhões deste total em arrecadação de ICMS.

Atividade econômica regional e inadimplência

Para o economista da Fecomércio-PE Rafael Lima, a principal motivação para a retração esperada está nas condições de crédito, uma vez que a inadimplência elevada estaria reduzindo o poder de compra das famílias. Por outro lado, houve um impacto positivo no que se refere ao contexto da atividade econômica regional.

“À medida que cresce a restrição ao crédito, parte das famílias reduz ou adia gastos, o que contribui para uma expectativa de movimentação inferior à registrada no ano passado. Embora o cenário projetado indique retração em relação ao ano anterior, a data permanece entre as mais relevantes do varejo nacional, especialmente para segmentos como vestuário, calçados, perfumaria, eletroeletrônicos, acessórios e artigos de uso pessoal”, avaliou Lima.

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