Aviação, um "péssimo negócio" necessário
Lucro médio das companhias aéreas no mundo foi de 3,9%, o que torna a aviação um dos negócios menos rentáveis do mundo. No entanto, essas empresas são essenciais para outras atividades, como o turismo. É por isso que, globalmente, muitas são estatais, ou têm participação estatal, ou contam com subsídios
Publicado: 07/05/2026 às 07:00
Aviação é estratégica para viabilizar outras atividades, como o turismo (Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas)
Em 2025, o lucro médio das companhias aéreas no mundo foi de 3,9%. A informação, repassada à coluna durante visita do ministro do Turismo, Tomé Franca, e do presidente da Anac, Tiago Faierstein, à redação do Diario de Pernambuco, revela o porquê de tantas empresas terem recorrido a recuperações judiciais nos últimos anos, incluindo as três maiores do Brasil - Latam, Gol e Azul.
Mas se a margem é tão pequena, o que faz com que essas empresas insistam na atividade? Bem, as companhias aéreas viabilizam outros negócios que são estratégicos, como o turismo, com recursos como o stopover, parada programada em uma escala no destino que se quer promover. “A TAP faz isso, a Emirates, a TACV também. E para isso elas contam com apoio dos governos”, explica Faierstein. “As maiores companhias do mundo são estatais ou têm participação do Estado”, destaca Franca.
O recurso do stopover ainda é pouco explorado no Brasil, talvez por falta de comunicação entre os governos e as companhias aéreas ou por uma questão cultural. Se o Aeroporto do Recife está se consolidando como hub regional, por que não oferecer uma parada gratuita para que se conheça Porto de Galinhas, por exemplo? Bem, isso significa custo para a companhia aérea e alguém teria que custear isso, mas subsídio parece ser uma palavra proibida no Brasil.
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Turismo de experiência
A inserção na cultura de uma localidade ou de uma comunidade é uma modalidade de turismo que vem crescendo rápido mundo afora. No Nordeste, a Rota dos Milagres, em Alagoas, e a Rota do Couro, no Cariri Paraibano, são exemplos de como a vivência pode gerar renda para uma comunidade. Essa será a temática da participação da fotógrafa Marina Klink no Innovation Day, no próximo dia 15 de maio, na galeria Janete Costa. Ela compartilhará suas vivências em destinos como Antártida, Ártico e África.
Neoenergia no Maio Amarelo
A Neoenergia está presente na campanha do Movimento Maio Amarelo de 2026. Apesar de não atuar diretamente com a mobilidade urbana, a companhia alerta para um problema que afeta diretamente a segurança viária: o crescimento das colisões de veículos contra postes da rede elétrica. Segundo dados da companhia, nos quatro primeiros meses deste ano foram registrados 148 acidentes envolvendo postes, uma alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025 (137 casos) e de 33% na comparação com 2024 (111 casos).
Recuperação do Grupo GPA
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou, nesta quarta-feira (6), ter fechado acordo com 57% dos seus credores não operacionais, o que tornou possível a reestruturação do perfil de sua dívida. Com a renegociação, o GPA reduzirá seu endividamento em mais de R$ 2 bilhões e a pressão de caixa em mais de R$ 4 bilhões nos próximos anos.