Brasil, EUA e o tarifaço. Quem ganhou e quem perdeu nessa guerra
Exportações brasileiras recuaram 18,7% no primeiro trimestre deste ano. Segundo a Amcham, esse resultado é o pior desde 1997, quando os números passaram a ser acompanhados
Publicado: 21/04/2026 às 08:00
No século 19, o café chegou a ser o principal produto de exportação do país (Foto: Paulo Paiva/Arquivo DP)
As exportações brasileiras para os Estados Unidos fecharam o primeiro trimestre deste ano no menor nível dos últimos 29 anos. Os números são da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), que desde 1997 faz o acompanhamento sistemático da balança comercial bilateral.
Os dados, divulgados nesta segunda-feira (20), apontam uma redução de 18,7% no comércio bilateral entre janeiro e março de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025, em contraste com o crescimento de 21,7% nas relações com a China, de 7,9% com a União Europeia e de 3,5% com o mundo com um todo.
Os norte-americanos, que já foram os principais compradores de produtos brasileiros, tiveram, no período, uma participação de apenas 9,5% na pauta nacional de exportações, reflexo das sobretaxas impostas pelo presidente Donald Trump. Foi a primeira comparação direta entre um período sem sobretaxa (2025) e outro sob o tarifaço (2026). As importações brasileiras vindas dos EUA também recuaram 11,1%, concentrada em máquinas, motores e petróleo bruto.
Março, no entanto, trouxe alento: as exportações voltaram a crescer em segmentos estratégicos, com destaque para aeronaves e carne bovina, enquanto setores tradicionais, como café e aço, se mantiveram em queda. Os números sinalizam uma mudança na pauta exportadora e diversificação dos parceiros comerciais, mas também revelam um crescimento vigoroso (86%) no superávit pró-Estados Unidos. Falta colocar tudo na ponta do lápis e calcular quem ganhou e quem perdeu nessa história.
Manifesto contra o fim da taxa das blusinhas
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Senac leva cursos e ações gratuitas a Toritama
O Senac-PE oferece ações gratuitas de saúde, bem-estar, gastronomia e moda durante o Festival do Jeans de Toritama. As atividades seguem até a quinta-feira (23). O Festival projeta uma movimentação econômica em torno de R$10 milhões.
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O Festival do Livro do Centro Universitário UniFBV Wyden, que começa nesta quarta (22) e segue até o dia 30 de abril, terá em sua programação rodas de conversa, aula-espetáculo, cine-debate, exposições sobre o “Universo Jung” e Economia Criativa, com trabalhos nas áreas de moda e design. A programação é aberta ao público.