Universitária de 22 anos é encontrada morta em condomínio em Fortaleza; família cobra respostas
Isabelle Caracristi foi encontrada morta no dia 13 de setembro, na Aldeota; causa do óbito ainda não foi esclarecida e caso é investigado pela Polícia Civil
Publicado: 20/09/2026 às 13:00
A estudante Isabelle Caracristi (Reprodução Instagram)
A universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, no domingo (13). A causa da morte ainda não foi esclarecida. O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital e, segundo informações repassadas à família, o laudo cadavérico da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) pode levar até 30 dias para ser concluído.
A morte ganhou repercussão após a mãe da jovem, a professora universitária Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo nas redes sociais relatando os últimos dias da filha e cobrando respostas sobre as circunstâncias do caso.
Segundo Isorlanda, ela e Isabelle mantinham contato diário. A jovem cursava o segundo semestre de Direito e havia conseguido um estágio em um escritório de advocacia. De acordo com a mãe, após iniciar o estágio, Isabelle começou um relacionamento com um dos profissionais do local e passou a permanecer cada vez mais tempo na residência dele, até decidir morar no imóvel.
Mãe relata preocupação com relacionamento
No relato, Isorlanda afirmou que ficou preocupada com a rapidez do relacionamento e disse ter percebido comportamentos que considerava controladores. A professora também contou que o namorado teria pedido para utilizar o cartão bancário da filha e queria colocar uma empresa em nome dela.
A mãe relatou ainda que Isabelle havia passado a morar com o namorado, mas retornou para sua casa pouco antes da morte porque não estaria se sentindo bem. Segundo Isorlanda, a filha apresentava dor no pescoço, tosse e coriza e permaneceu com a família durante o fim de semana.
No domingo, Isabelle teria informado à mãe que iria à uma missa e à uma procissão com o namorado e familiares dele. Por volta das 19h, enviou uma mensagem comentando sobre uma comida que havia deixado preparada e, em seguida, escreveu: “Mãe, eu te amo”.
Depois disso, segundo Isorlanda, mãe e filha não tiveram mais contato. A professora afirmou que esperava receber a habitual mensagem de “boa noite”, mas imaginou inicialmente que Isabelle tivesse dormido.
Na manhã seguinte, diante da falta de respostas, Isorlanda tentou ligar diversas vezes para a filha e procurou o namorado. Segundo ela, não conseguiu contato e percebeu que havia sido bloqueada no WhatsApp e no Instagram.
A professora então foi até o condomínio acompanhada do irmão. No local, segundo seu relato, funcionários informaram que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo já estava no IML.
“Minha filha estava viva e voltou morta para os meus braços”, afirmou Isorlanda.
As informações sobre o relacionamento e os acontecimentos anteriores à morte fazem parte do relato da família e não representam conclusões da investigação policial.
Irmão pede cautela nas informações
O irmão de Isabelle, Rafael Magalhães, também publicou um vídeo nas redes sociais. Ele afirmou que a família está em luto e decidiu se preservar enquanto acompanha a investigação.
Rafael disse confiar no trabalho da equipe responsável pelo caso e afirmou que os familiares aguardam respostas sobre o que aconteceu com a jovem.
“Estamos acreditando fielmente em toda a equipe de polícia que está investigando o caso, que está em busca de respostas”, declarou.
O irmão também pediu responsabilidade na divulgação de informações e nas manifestações relacionadas à morte da universitária.
“Peço para vocês responsabilidade sobre as informações que chegam, responsabilidade sobre aquilo que é compartilhado”, afirmou.
Perícia deve esclarecer causa da morte
Equipes da Polícia Militar do Ceará e da Pefoce foram acionadas após a localização do corpo. Isabelle foi reconhecida pela família na terça-feira (15), mesmo dia em que ocorreu o sepultamento, no Cemitério Parque da Paz.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou a causa do óbito nem apontou publicamente eventual participação de terceiros. A investigação aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.