Três pessoas são presas após aplicar golpe pedindo pix em nome do Unicef
Suspeitos criaram uma falsa campanha humanitária para convencer vítimas de que os valores transferidos seriam destinados à proteção de crianças em situação de vulnerabilidade
Publicado: 13/08/2026 às 14:44
Golpe usava nome da Unicef para pedir doações via Pix; três são presos (Divulgação / PCDF)
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu três pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que usava o nome do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para arrecadar falsas doações por meio de Pix. As prisões ocorreram nesta quinta-feira (13/8), durante a operação Orfeu.
Dois investigados foram presos em Imperatriz (MA) e um em Lucas do Rio Verde (MT). A ação foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate ao Crime Organizado (Decor). Além dos mandados de prisão, os policiais cumpriram ordens de busca e apreensão.
Segundo a investigação, os suspeitos criaram uma falsa campanha humanitária para convencer vítimas de que os valores transferidos seriam destinados à proteção de crianças em situação de vulnerabilidade. A polícia identificou vítimas no Distrito Federal e em outros estados, indicando que o grupo atuava em diferentes regiões do país.
Os criminosos usavam indevidamente o nome do Unicef para dar credibilidade à fraude. As vítimas acreditavam estar contribuindo para uma causa humanitária, mas os valores eram direcionados à organização investigada.
“Os investigados criaram uma falsa causa humanitária para explorar a boa-fé da população e obter vantagem ilícita, transformando a solidariedade em instrumento de fraude”, afirmou o delegado Pedro Sardá.
Além do prejuízo financeiro, a polícia aponta que o esquema pode afetar campanhas legítimas de arrecadação ao provocar desconfiança entre pessoas que pretendem fazer doações.
Os presos poderão responder por estelionato eletrônico, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. As penas, somadas, podem chegar a 21 anos de reclusão, além de multa. Outros crimes podem ser identificados no decorrer da investigação.
- Golpes digitais somam 1,5 mil registros em Pernambuco nos sete primeiros meses de 2026
- Quadrilha usava falsas plataformas de investimento para aplicar golpes e movimentou R$ 188 milhões, diz polícia
- Criminosos utilizavam site de investimentos para aplicar golpes milionários, diz Polícia Civil
- Roberto Carlos alerta sobre golpe por IA usando sua imagem: "Nunca gravei esse vídeo"