"Ela tinha só 6 anos": família de Emilly Vitória se reúne em frente à audiência sobre assassinato da criança em Jaboatão
A sessão acontece no Fórum Desembargador Henrique Capitulino, localizado na BR-101, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife
Publicado: 27/04/2026 às 10:15
Família de Emilly Vitória se reúne em frente ao Fórum Desembargador Henrique Capitulino (Rafael Vieira/DP Foto)
Começou na manhã desta segunda-feira (27) a primeira audiência de instrução do Caso Emilly Vitória Guimarães, assassinada durante a festa de aniversário de 6 anos, no Grande Recife. A sessão acontece no Fórum Desembargador Henrique Capitulino, localizado na BR-101, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife.
Parentes da criança levaram faixas e vestiram camisetas para reforçar a luta pela realização do julgamento do acusado, que está preso. Frases como “A dor de uma família não pode ser ignorada”, “Ela só queria viver”, “Emilly só tinha 6 anos; Justiça por ela”, “Chega de impunidade” e “O sorriso de uma criança foi silenciado” estavam estampadas na manifestação. Camisetas com a foto da menina também foram usadas no ato.
A criança foi baleada durante um tiroteio na comunidade do Cajá, no bairro de Jardim Jordão, em Jaboatão dos Guararapes, em 2025. O autor dos disparos, Sérgio Everton da Silva Carvalho, de 49 anos, foi preso em flagrante. Ele foi conduzido ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, onde foi autuado por tentativa de homicídio.
De acordo com o advogado da família, João Vitor, apenas um réu responde ao processo e, até o momento, não foram apresentadas testemunhas de defesa.
“Vai apenas um réu, que é o Sérgio Heverton. Essa audiência é a primeira fase do júri, onde serão ouvidas testemunhas de acusação para que o juiz decida se ele vai a júri popular”, explicou. “Serão ouvidas testemunhas de acusação, principalmente familiares que presenciaram o crime e policiais militares que atenderam a ocorrência”.
Ele detalha que esta etapa é fundamental para o andamento do processo.
“O processo segue o que determina o Código de Processo Penal. Essa é a fase em que o juiz vai decidir se pronuncia o réu, ou seja, se o envia para a segunda fase, que é o júri popular”, afirmou.
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