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EUA emite alerta de segurança para cidade mexicana por ameaça de cartéis do narcotráfico

Alerta após uma operação de forças federais mexicanas e de Washington contra um grupo local ligado ao cartel de Sinaloa; México diz não ter identificado riscos específicos ou iminentes

Por Estadão Conteúdo

Veículo incendiado em fevereiro, durante onda de violência em Acatlan de Juarez, no México

Um alerta de segurança foi lançado nesta terça-feira (25) para a cidade fronteiriça mexicana de Mexicali, informou o consulado americano, embora autoridades do México não tenham confirmado sinais de risco naquela região.

O alerta foi emitido pelo governo dos Estados Unidos, após uma operação de forças federais mexicanas e de Washington contra um grupo local ligado ao cartel de Sinaloa, durante a qual 120 kg de fentanil foram apreendidos dias atrás.

"Autoridades mexicanas não identificaram elementos que confirmem um risco específico ou iminente para a população", informou a Secretaria de Segurança do México.

A presidente do país, Claudia Sheinbaum, informou que houve "um alerta sobre a possibilidade de um grupo criminoso no local", e explicou que o governo americano o emitiu com base em "informações de suas próprias agências". A possível ameaça "não estava confirmada", acrescentou.

Inicialmente, o consulado dos Estados Unidos na vizinha Tijuana anunciou, no X, a suspensão de todas as suas atividades em Mexicali, capital do estado de Baja California, e pediu que os cidadãos americanos adotem medidas de precaução neste local.

"Estamos alertando os cidadãos dos Estados Unidos sobre esta ameaça potencial", diz a mensagem.

A governadora de Baja California, Marina del Pilar Avila, informou em sua conta no X que reforçou a segurança no estado e a "patrulha e vigilância".

Segundo estatísticas oficiais, Baja California está entre os cinco estados mais violentos do país, devido à presença de quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas. As cidades fronteiriças Mexicali e Tijuana são zonas-chave no trânsito de drogas para os Estados Unidos.

A apreensão recente de fentanil foi feita em colaboração com a DEA, cujo diretor, Terrance Cole, comemorou a cooperação com o secretário mexicano de Segurança, Omar García Harfuch.

O governo mexicano insiste que a relação com os Estados Unidos não deve ser de interferência e seu apoio deve se limitar à colaboração com informação.