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Kleber Mendonça Filho revela título do próximo filme e anuncia projeto sobre Recife dos anos 1990

Novo longa de Kleber Mendonça Filho, "O Correspondente Estrangeiro", revisita o Recife dos anos 1930, enquanto outro projeto recupera imagens de arquivo da década de 1990

Allan Lopes

Publicado: 08/11/2026 às 16:34

Kleber Mendonça Filho durante cerimônia de abertura no 36º Cine Ceará/Foto: Ro?mulo Santos

Kleber Mendonça Filho durante cerimônia de abertura no 36º Cine Ceará (Foto: Ro?mulo Santos)

O cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho revelou pela primeira vez o título de seu próximo longa-metragem: “O Correspondente Estrangeiro”. Ambientado no Recife da década de 1930, o projeto vai explorar a presença de nazistas na cidade e poderá marcar uma nova parceria do diretor com o ator Wagner Moura, protagonista de “O Agente Secreto”.

O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa no 36º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, onde Kleber e a produtora Emilie Lesclaux receberam homenagens na noite do último sábado (7).

Na conversa, o cineasta contou que começou a escrever o roteiro em agosto, mas interrompeu o trabalho diante do cenário político brasileiro. "Estou oficialmente voltando ao roteiro amanhã, já com uma espécie de nuvem de oxigênio e a sensação de estar de volta a um país que faz muito mais do que estava fazendo duas semanas atrás”, relatou.

Como não viveu o período retratado, diferentemente do que ocorreu em seus trabalhos ambientados nos anos 1970, Kleber pretende aprofundar a pesquisa histórica antes de avançar com o roteiro. "Preciso ler muito. Estou com uma pilha de 14 livros que preciso estudar e pesquisar”, afirmou.

A possibilidade de uma nova parceria com Wagner Moura também foi antecipada pelo cineasta. “Eu quero fazer esse filme com Wagner”, revelou. Os dois trabalharam juntos recentemente em “O Agente Secreto”, que rendeu ao baiano uma indicação ao Oscar de Melhor Ator.

Além de “O Correspondente Estrangeiro”, Kleber Mendonça Filho desenvolve outro projeto relacionado à memória da capital pernambucana. Trata-se de um filme de arquivo sobre o Recife dos anos 1990. "Foi uma década muito importante para minha formação como pessoa e artista. Quanto mais procuro materiais de arquivo, mais percebo como é incrível trabalhar com eles".

O diretor também demonstrou entusiasmo com o avanço da preservação audiovisual no Brasil e com as possibilidades narrativas oferecidas pelos registros históricos. “Acho que o Brasil se tornou mais consciente da importância da preservação. Estou muito animado com esse outro projeto”, concluiu.

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