Filmes pernambucanos, internacionais aguardados e clássicos tomam conta do 17º Janela de Cinema
Festival Janela Internacional de Cinema começa nesta quarta (28) e segue até o domingo (1º), no Cine São Luiz
Publicado: 26/10/2026 às 18:58
Festival vai ocorrer no Cinema São Luiz ao longo de cinco dias (Foto: Keila Vieira)
A programação de apenas cinco dias da 17ª edição do Festival Janela Internacional de Cinema do Recife vai concentrar uma de suas seleções mais disputadas pelo público. Com uma lista de longas brasileiros aguardados, além da presença de filmes estrangeiros que vêm fazendo barulho nos maiores festivais do mundo, o evento célebre no calendário audiovisual da capital pernambucana começa nesta quarta-feira (28), seguindo até o domingo (1º), no Cine São Luiz. A venda antecipada dos ingressos está disponível no perfil do Instagram do cinema.
Cineastas de Pernambuco dominam a programação nacional deste ano. O premiado “A Margem do Rio”, estreia em longa-metragem de Enock Carvalho e Matheus Farias, será exibido pela primeira vez na cidade onde foi gravado. A ficção científica “Yellow Cake”, de Tiago Melo, será um dos destaque do festival, assim como “Coração de Lona”, de Tuca Siqueira, dedicado ao circo itinerante nordestino, e os documentários “Vivo 76”, de Lírio Ferreira, sobre a fase psicodélica de Alceu Valença, e “Cão sem Plumas”, de Camila Valença.
Kleber Mendonça Filho, diretor do Janela ao lado da produtora Emilie Lesclaux, apresenta ao público pernambucano dois curtas-metragens de sua autoria: “Sul de Teerã”, documentário sobre o cineasta iraniano Jafar Panahi, e “Dona Celeida”, sobre a esposa e produtora do cineasta Mozart Cintra. Já o saudoso diretor e poeta Jomard Muniz de Brito, falecido neste mês, será homenageado com a exibição de seus curtas “Amanhecendo” e “Imitação da Vida”.
“Estamos colocando toda a nossa energia na qualidade da programação, que é realmente muito forte e coerente com o que o festival representa para o público há tantos anos”, ressalta, em entrevista ao Diario, o crítico e pesquisador Pedro Azevedo, responsável pela curadoria ao lado de Kleber Mendonça. “O Janela é referência nacional e agora, mais do que nunca, temos esperança na continuidade das políticas públicas de incentivo à cultura, que têm promovido ainda mais espaço para esse cenário de festivais de cinema fora do eixo”, acrescenta.
Haverá ainda a exibição especial dos três primeiros episódios da série “Delegado”, de Leonardo Lacca e Marcelo Lordello, que estreia no dia 30 de outubro no Canal Brasil. Mas uma sessão que promete marcar a história mesmo é a de “Luciana, a Comerciária”, de Mozart Cintra, longa pernambucano que passou 50 anos apagado da história.
Entre as produções estrangeiras, o suspense “Tigre de Papel”, dirigido por James Gray e produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, e o documentário “Tudo Pode Ser Visto”, de Lance Oppenheim e Nathan Fielder, são os mais esperados. O primeiro integrou a competição do 79º Festival de Cannes e abriu a 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, enquanto o segundo tornou-se um fenômeno de crítica e bilheteria e já é listado como forte concorrente ao Oscar 2027.
“São produções totalmente diferentes, mas que já queríamos trazer há muito tempo. Há uma expectativa gigantesca por eles, já que James Gray e Nathan Fielder, particularmente, são artistas bastante cultuados pelos fãs de cinema, eu incluso”, reforça o curador. “Mesmo assim, não esperávamos que especialmente ‘Tudo Pode Ser Visto’ fosse se transformar nesse acontecimento tão grande e com uma procura tão intensa do nosso público”.
Amantes de terror devem fazer fila para os clássicos “Os Demônios”, de Ken Russell, e “A Profecia”, de Richard Donner, que acaba de completar cinco décadas desde que marcou uma geração. O cinema de Orson Welles também será prestigiado na seleção de clássicos do cinema com as sessões de “A Dama de Xangai” e “O Estranho”.
Confira a programação completa nas redes sociais do festival.