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Grupo pernambucano Avoada volta aos palcos com show autoral nesta sexta (18)

Apresentação do projeto 'Noite Avoada' traz os artistas pernambucanos Marília Parente, Juvenil Silva e Marcelo Cavalcante em apresentação no Espaço Tô em Casa, às 20h

André Guerra

Publicado: 15/09/2026 às 19:35

Na ponta esquerda, Feiticeiro Julião é o único que não está presente na atual formação do grupo/Foto: Meiryane de Mira

Na ponta esquerda, Feiticeiro Julião é o único que não está presente na atual formação do grupo (Foto: Meiryane de Mira)

Grupo pernambucano de folk e música nordestina formado por Marília Parente, Juvenil Silva e Marcelo Cavalcante, o Avoada está de volta às suas atividades após dois anos longe dos palcos. O retorno acontece com a primeira edição do projeto 'Noite Avoada', que acontece no Espaço Tô em Casa (Campo Grande, Zona Norte do Recife), nesta sexta-feira (18), às 20h.

Além dos três integrantes, o trabalho reúne os compositores Lucas Oliveira, Nívea Maria e Dea Almeida, convidados da cena autoral pernambucana.

A Avoada já possui uma trajetória de produção musical e audiovisual, com o EP “Marília, Marcelo, Julião e Juvenil” (2019), o disco “Depois da Curva” (2022) e uma ampla produção de vídeos e registros audiovisuais lançados ao longo dos anos.

"Nossas relações interpessoais amadureceram muito nesse período de distanciamento. Fizemos bastante coisa juntos, entre turnês e processos criativos dentro de um período curto de tempo", destaca Marília. "Muito do que produzimos nessa época dialogava com aquele outro momento político do país, inclusive. Acho que todos estamos mais amadurecidos no que estamos fazendo hoje e focados. O formato atual da banda inclui dois violões de nylon e um de aço e a coisa toda está bem mais definida para que esse projeto tenha uma unidade poderosa".

De acordo com a vocalista e instrumentista, o grupo busca reforçar a importância dos eventos de música autoral. "É um espaço que foi diminuindo, então espero que sejamos um veículo não apenas para divulgar e expandir o nosso trabalho, mas também divulgar uma cena cultural", acrescenta Marília, que atualmente trabalha em seu segundo disco solo.

Para Marcelo Cavalcante, a retomada acontece em um cenário no qual os impactos da pandemia ainda são sentidos por artistas independentes e casas de show. “Já venho há um tempo querendo retomar os processos também das minhas composições e de ocupar os espaços. Achei de muito bom tom essa volta da Avoada pra gente fortalecer esses movimentos, tanto da minha existência como compositor, quanto do coletivo como cena artística”, afirma.

Juvenil Silva destaca ainda o caráter de reencontro com o público e a possibilidade de aproximar diferentes artistas. “O importante desse reencontro não é só sobre nós da Avoada, mas também sobre uma turma que estava há tempos sem ver o projeto em ação e até mesmo pessoas que não tiveram essa oportunidade. Outro ponto legal, além do público, são as participações especiais e um evento assim todo voltado para canções autorais. Acho que a cidade precisa cada vez mais disso”, diz o músico.

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