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Gilberto Gil celebra 84 anos nesta sexta (25) com lançamento do 1º volume de "Tempo Rei - Ao Vivo"

"Tempo Rei", turnê de despedida dos palcos de Gilberto Gil, terá registro audioviosual e fonográfico dividido em quatro partes. O primeiro volume chegou às plataformas digitais nesta sexta (25), quando o músico completa 84 anos

Camila Estephania

Publicado: 26/06/2026 às 16:06

Gilberto Gil trouxe a turnê

Gilberto Gil trouxe a turnê "Tempo Rei" para o Recife em novembro de 2025 (MAURO PIMENTEL/AFP)

Gilberto Gil chega aos 84 anos nesta sexta-feira (25) e, para comemorar com os fãs, o baiano acaba de lançar o primeiro volume do projeto fonográfico e audiovisual “Tempo Rei - Ao Vivo” nas plataformas de streaming, como o Youtube e o Spotify. O material terá quatro partes é traz um registro da turnê de despedida dos palcos do músico, que começou a circular pelo Brasil e pelo mundo em março do ano passado, contando com três shows no Recife no último mês de novembro.

Nesta primeira parte, o trabalho traz oito faixas gravadas em apresentações nas cidades de São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Belém. O repertório segue a ordem do setlist da turnê, cujos shows foram abertos por “Palco”, um dos maiores sucessos do disco “Luar” (1981), que fala sobre o respeito do artista pela música e do prazer em se apresentar.

O material segue com mais duas canções emblemáticas dos anos 80 (“Banda Um”, do disco “Um Banda Um”, de 1982; e “Tempo Rei”, do disco “Raça Humana”, de 1984) até mergulhar em uma sequência de títulos que resgatam a relação de amizade, admiração e parceria entre Gil e alguns dos nomes mais importantes da música brasileira. A primeira delas é “Eu só quero um xodó”, composta pelos pernambucanos Dominguinhos e Anastácia em 1971 e que fez grande sucesso na voz de Gilberto Gil, em gravação para o disco “Cidade de Salvador”, de 1973.

“Eu vim da Bahia” é outro exemplo. Composta por Gil, a música foi gravada primeiramente por Gal Costa em 1965, para seu primeiro compacto, intitulado “Maria da Graça”. Posteriormente, a canção foi gravada por João Gilberto em seu disco homônimo de 1973, que ficou conhecido como seu “Álbum Branco”. Esse último artista, conhecido como um dos fundadores da Bossa Nova, foi uma das maiores influências no violão de Gilberto Gil, que fez o disco “Gilbertos Samba”, de 2014, em homenagem ao mestre.

Com “Domingo no Parque”, Gil ainda traz à memória a apresentação icônica dessa música ao lado dos Mutantes, durante o III Festival da Música Brasileira de 1967. Na ocasião, a composição do baiano foi aclamada e levou o segundo lugar da competição, ficando atrás apenas de “Ponteio”, de Edu Lobo e José Carlos Capinan.

A primeira parte do registro ao vivo da turnê “Tempo Rei” é encerrada pela histórica “Cálice”, composta por Gil em parceria com Chico Buarque em 1973. A música se tornou um dos principais retratos da juventude que resistia à censura da Ditadura Militar, instaurada no Brasil entre 1964 e 1985 e que chegou a prender e exilar o baiano. A faixa só pode ser gravada pela primeira vez em 1978 - quando o regime político vivia sua fase mais branda - em disco homônimo de Chico Buarque, com a participação de Milton Nascimento.

O registro ao vivo busca eternizar a energia da elogiada turnê de despedida dos palcos de Gilberto Gil, marcada por vários momentos emocionantes, como as participações da falecida Preta Gil, em São Paulo, e do pernambucano Geraldo Azevedo, no Recife, que arrancaram lágrimas do músico. Esses momentos, no entanto, só devem aparecer nas outras três partes de “Tempo Rei - Ao Vivo”, que serão lançadas ao longo de 2026.

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