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Amigos, familiares e nomes da cultura se despedem de Carrero em velório na APL, no Recife

Familiares, amigos e personalidades prestaram as últimas homenagens a Raimundo Carrero em velório realizado na Academia Pernambucana de Letras

Allan Lopes

Publicado: 16/06/2026 às 18:05

Velório de Raimundo Carrero foi realizado na Academia Pernambucana de Letras/Foto: Maurício Ferry/DP Foto

Velório de Raimundo Carrero foi realizado na Academia Pernambucana de Letras (Foto: Maurício Ferry/DP Foto)

Sob forte comoção, o corpo do escritor e jornalista Raimundo Carrero foi velado na tarde desta terça-feira (15), no casarão da Academia Pernambucana de Letras (APL), de onde ele era membro. A cerimônia reuniu familiares, amigos e personalidades políticas e do cenário cultural pernambucano, os quais destacaram não apenas o seu imenso legado na defesa da cultura regional e na formação de novos autores, mas também o homem afetuoso que ele foi.

Ao lado do marido até o fim, Marilene Carrero relembrou a difícil rotina de saúde enfrentada pelo romancista nos últimos dias de vida. “Foi um sofrimento. Depois da descoberta do câncer, minha preocupação passou a ser cuidar dele e fazer de tudo para mantê-lo vivo”.

Ela revela ainda que, por trás da genialidade literária, havia um companheiro marcado por um caráter profundamente generoso. “Era da natureza dele cuidar das pessoas. Raimundo era muito protetor e amoroso”, conta.

O jornalista, professor e pesquisador Rodrigo Carrero também buscou conforto nas lembranças e ressaltou a obstinação que definia o pai. “Vou me lembrar dele como uma das pessoas mais batalhadoras que conheci”.

Para ele, essa disciplina foi o fator determinante para transformar Raimundo em um dos maiores autores do país. “Para se tornar quem foi, ele organizou toda a sua vida em torno de um objetivo: sua obra. Tudo o que fazia estava, de alguma forma, ligado a ela”, explica Rodrigo.

O espírito afetuoso de Raimundo Carrero foi exaltado pelo ex-deputado Maurício Rands. Ele recordou que, anos atrás, o escritor se ofereceu para financiar a criação de um suplemento cultural no Diario de Pernambuco com o valor de uma premiação literária.

Embora a proposta tenha sido recusada, Rands nunca esqueceu da generosidade do gesto. “Raimundo era um apaixonado pela literatura, pelas letras e pelo jornalismo, especialmente pelo Diario”, destaca. “Há pessoas cuja trajetória justifica todos os elogios, e este é um desses casos. No seu caso, todo adjetivo ainda parece pouco”, completa.

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