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DIARIO DA COPA

De Pelé a Neymar: conheça as atuações de craques brasileiros no cinema e na música

Diario relembra participações icônicas de jogadores brasileiros em produções musicais e cinematográficas

André Guerra

Publicado: 12/06/2026 às 06:00

 /Lorimar Film Entertainment / Vic / Collection Christophel Via AFP | Divulgação

(Lorimar Film Entertainment / Vic / Collection Christophel Via AFP | Divulgação)

A história mostra que o futebol e as artes podem construir uma bela carreira juntos. Diversos craques de campo, por diferentes razões, se aventuraram especialmente pela música e pelo cinema ao longo das décadas. Em uma lista que inclui desde o Rei Pelé até, mais recentemente, Neymar, a bola circulou por diferentes expressões e demonstrou a versatilidade surpreendente de alguns dos mais famosos jogadores da seleção brasileira.

O caso emblemático da estreia do maior jogador da história na música chama atenção até hoje. Pelé compôs dezenas de canções ao longo de sua vida, gravando com Roberto Carlos, Sérgio Mendes, Jair Rodrigues, Wilson Simonal, Carlos Santos e Gal Costa, mas foi em 1969 que fez seu registro fonográfico mais emblemático com o álbum “Tabelinha”. O trabalho é uma parceria com a cantora Elis Regina, com quem Pelé cantou faixas como “Perdão Não Tem Vez” e “Vexamão”.

No cinema, deixou participações célebres em filmes como “O Barão Otelo no Barato dos Bilhões” (1971), de Miguel Borges, e “A Marcha” (1972), de Oswaldo Sampaio. Mas foi quando atuou no longa norte-americano “Fuga para a Vitória” (1986), dirigido por John Huston, que fez história em Hollywood, contracenando com Sylvester Stallone e Michael Caine. A cena em que executa um gol de bicicleta é a mais emblemática do filme e eternizou sua imagem no imaginário cinematográfico internacional.

Zico, por outro lado, chegou a gravar, em 1982, um compacto simples em parceria com Fagner. Batizado de “Batuquê de Praia”, o disco trouxe a faixa-título junto com a música “Cantos do Rio”. No cinema, o grande ídolo do Flamengo interpretou a si mesmo e seu clone no filme “Uma Aventura do Zico” (1998), comédia infantil dirigida por Antônio Carlos da Fontoura.

Já Ronaldinho Gaúcho, apesar de nunca ter construído de fato uma carreira na música, se arriscou em diversas gravações. O jogador interpretou a faixa “Vai na Fé” ao lado de Edcity, que também ganhou notoriedade com o clipe divulgado em 2014. Com Dennis DJ e participação de Wesley Safadão, ele gravou também a canção “Professor da Malandragem” e, em 2017, lançou a faixa “Sozinho” como sua primeira gravação solo como cantor. Não parou por aí: Ronaldinho teve seu momento no cinema atuando como um detento e mestre em artes marciais no thriller de ação "Kickboxer: A Retaliação” (2018), dirigido por Dimitri Logothetis.

No campo hollywoodiano, Neymar também não ficou de fora. Em 2017, participou da superprodução de ação “Triplo X: Reativado”, dirigida por Rob Cohen, no qual interpretou a si mesmo ao contracenar com Samuel L. Jackson em uma cena-chave da trama. Walter Casagrande completa essa lista com sua aparição breve no longa brasileiro “Onda Nova” (1983), como um jogador de futebol fictício, ao lado de Wladimir e Pita.

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