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Cantor português António Zambujo traz show individual ao Recife pela primeira vez neste sábado (9)

Neste sábado (9), o cantor português António Zambujo traz ao Teatro do Parque, no Recife, o show do disco "Oração ao Tempo", em que se propõe a valorizar o presente sem pressa

Allan Lopes

Publicado: 08/05/2026 às 06:00

António Zambujo mescla inéditas com seus maiores sucessos em setlist de nova turnê/Foto: Kenton Thatcher/Divulgação

António Zambujo mescla inéditas com seus maiores sucessos em setlist de nova turnê (Foto: Kenton Thatcher/Divulgação)

Desde que a pandemia impôs uma espécie de hiato no mundo, a percepção do tempo deixou de ser linear para alguns, com a pressa dando lugar a dias mais contemplativos. Partindo dessa premissa e celebrando a chegada dos seus 50 anos, o cantor e compositor português António Zambujo desembarca no Recife com o show de “Oração ao Tempo”, seu novo álbum, lançado no último mês de março.

A apresentação acontece no Teatro do Parque, neste sábado (9), às 19h30, com a participação especial da cantora Isadora Melo. Os últimos ingressos estão disponíveis por R$ 150 (meia) e R$ 170 (entrada social) na plataforma Sympla.

Após passagens marcantes ao lado de Yamandu Costa, António Zambujo retorna à capital pernambucana para sua primeira apresentação individual na cidade. “É com muita alegria que volto a me apresentar, desta vez com meu projeto e minha banda. Espero que o público goste do que preparamos, com foco no repertório do novo disco. Esse é o meu desejo”, declara o artista em entrevista ao Diario. Sem se limitar ao novo trabalho, o show também inclui músicas emblemáticas da sua trajetória, como “Pica do 7” e “Flagrante”.

No palco, Zambujo apresenta a sensibilidade lapidada durante a pandemia, que tem na faixa de abertura, “Pequenos Prazeres”, seu ponto de partida e se estende pelas demais canções do disco. O espetáculo se constrói a partir dessas reflexões sobre o tempo e propõe um convite a valorizar o presente, sem a pressa de antes. “A experiência da pandemia acabou mudando a forma como encarei o fato de fazer 50 anos em 2025”, comenta.

Como o próprio título antecipa, o novo disco de António Zambujo presta uma belíssima homenagem à música brasileira ao incorporar a célebre “Oração ao Tempo”, de Caetano Veloso, além de releituras de Tom Jobim e Torquato Neto, incluindo a poesia de Vinicius de Moraes e Amalia Bautista.

“Sempre, em qualquer lugar do mundo — seja no Brasil, em Portugal ou em qualquer outro país — cantar autores brasileiros, tanto os clássicos quanto os contemporâneos, é algo natural”, afirma ele, que também é admirador confesso dos mestres João Gilberto e Chico Buarque.

Acompanhado pelo time que gravou o disco — João Salcedo (piano), Bernardo Couto (guitarra portuguesa), João Moreira (trompete), Francisco Brito (contrabaixo), José Conde (clarinete baixo) e André Santos (guitarra) — Zambujo busca transportar o entrosamento do estúdio ao teatro. A formação foi mantida para garantir que a atmosfera intimista da obra fosse preservada em sua forma mais autêntica. “Antes mesmo de gravá-lo, já tocávamos juntos, então o show acaba sendo uma continuidade desse processo”, explica.

O novo disco pede calma, mas a agenda de shows de António Zambujo corre em sentido oposto. Com 11 apresentações programadas para maio, incluindo paradas em Fortaleza, Rio de Janeiro e Brasília, o artista encerra sua jornada brasileira em Goiânia no dia 23. É uma maratona que exige fôlego e, acima de tudo, a sabedoria de desacelerar para manter a entrega intimista de cada noite.

“Eu cantaria todos os dias até o fim da minha vida. Mas é preciso saber administrar o tempo para se preparar bem, sem grandes sacrifícios. A vida fora do palco também é essencial, afinal, é dela que nasce a inspiração para o que acontece em cena”, conclui.

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