Documentário sobre hiato de carnavais no Recife e Olinda durante a pandemia ganha sessão no São Luiz
Após cinco anos desde o início das filmagens, o documentário 'O Ano em que o Frevo Não Foi pra Rua', estreia nos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (23). Cinema São Luiz recebe sessão especial no sábado (25)
Publicado: 22/04/2026 às 06:00
Imagem do documentário "O Ano em Que o Frevo Não Foi pra Rua" (Foto: Divulgação)
O documentário “O Ano em Que o Frevo Não Foi pra Rua”, dirigido pela pernambucana Mariana Soares e pelo paulistano Bruno Mazzoco, chega aos cinemas brasileiros a partir da próxima quinta-feira (23). No Recife, será realizada uma sessão especial no Cinema São Luiz, no sábado (25), às 19h, voltada para convidados e sujeita à lotação do espaço.
Filmado entre 2021 e 2023, o longa acompanha os efeitos da pandemia de Covid-19 sobre os carnavais do Recife e de Olinda, marcados pelo silêncio inédito de dois anos sem a ocupação das ruas.
Para a diretora, exibir a obra no São Luiz representa o ápice de uma longa jornada, que exigiu adaptações à medida que a pandemia se estendia além das expectativas. “Nem no meu maior sonho de contadora de histórias eu imaginei que isso pudesse acontecer”, celebra Mariana, em entrevista ao Diario.
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“É a realização de um plano antigo de fazer um filme sobre a paixão das pessoas pelo carnaval”, completa. Logo depois da exibição, os idealizadores se reúnem com o público em um bate-papo mediado pelo cineasta e curador Pedro Severien.
Nos depoimentos e nas imagens que documentam o adiamento imposto pela pandemia, “O Ano em que o Frevo Não Foi pra Rua” também registra a retomada do carnaval e chega agora aos cinemas em sintonia com a volta da festa às ruas nos últimos anos. “É comum a gente esquecer das coisas que ficam para trás, mas elas nos afetam e têm consequências”, diz a cineasta.
O longa passou por festivais como o 29º Cine PE - Festival do Audiovisual, onde conquistou o prêmio de Melhor Trilha Sonora, assinada por Diogo Felipe, e também integrou a programação do In-Edit Brasil.
Se o caminho até a estreia foi longo, a expectativa agora é que o filme tenha fôlego por bastante tempo nas salas de cinema. Mariana espera usufruir do grande momento pelo qual o cinema pernambucano atravessa. “As pessoas estão buscando fortalecer a identidade nacional. Lá no Rio, por exemplo, eu vi gente com camisa de Pernambuco e da Pitombeira”, relata.
A potência do filme, segundo ela, está justamente nesse sentimento de pertencimento. “Não há pretensão em explicar o que é o frevo ou o amor por ele, mas reforçar que ele faz parte da nossa identidade”, afirma.