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REQUALIFICAÇÃO

Fechado há 10 anos, Museu de Arte Contemporânea de PE deve ser reaberto neste semestre, em Olinda

De acordo com a Fundarpe, o Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE) deve reabrir neste semestre depois de 10 anos fechado; com a conclusão da requalificação, espaço passa a contar com duas galerias, nova reserva técnica e um anfiteatro

André Guerra

Publicado: 11/04/2026 às 05:00

 Pavimento superior do MAC vai contar com exposição de longa duração/Marina Torres/DP

Pavimento superior do MAC vai contar com exposição de longa duração (Marina Torres/DP)

Fechado desde 2016 por conta de problemas na sua estrutura, o Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC) deve ser reaberto até o final de junho deste ano. De acordo com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), responsável pela gestão do equipamento, o processo de requalificação iniciado em 2025 está em fase final de restauração do espaço, que fica em uma das mais emblemáticas edificações do Sítio Histórico de Olinda. O órgão já organiza o início das novas exposições, que estão previstas para acontecer em paralelo com a reabertura do prédio.

Inaugurado em dezembro de 1966, o MAC conta com cerca de 4 mil peças em seu acervo. Lá está boa parte da coleção doada por Assis Chateaubriand, além de quadros de Francisco Brennand, Cândido Portinari, Wellington Virgolino, João Câmara, Di Cavalcanti, Telles Júnior e Burle Marx. Todo esse patrimônio, entretanto, ficou fora do alcance do público a partir de 2014, quando o museu começou a ser interditado por conta do piso, que, devido ao relevo, estava apresentando riscos, e havia ainda algumas fissuras nas paredes.

“Um dos principais compromissos dessa requalificação é que a gente consiga atualizar o espaço, com acessibilidade, climatização e mudanças estruturais que facilitem a visitação e permitam a experiência incrível que o museu merece, mas, ao mesmo tempo, mantendo as características tão marcantes dele, sem descaracterizá-lo”, constatou o diretor de Obras e Projetos Especiais da Fundarpe, Frederico Almeida, em entrevista ao Diario.

Para isso, o lugar compreenderá um total de quatro casas separadas, entre elas o prédio central, construído em 1765 como um cárcere eclesiástico (prisão para padres), onde será mantida uma exposição de longa duração, com abertura para o público nos dois pavimentos. Já o espaço da casa da direita, construção mais recente que apresentou as primeiras irregularidades estruturais no piso, contará com exposições temporárias, ainda por serem anunciadas.

A requalificação inclui ainda o espaço de trás do museu, prometido pela Fundarpe como parte integrada do equipamento a partir da reinauguração. A área aberta traz como novidade um anfiteatro, que receberá apresentações regulares. A casa do lado esquerdo, por sua vez, contará com um novo espaço de reserva técnica, local de armazenamento do acervo. Esse ambiente, até o momento, não deverá ter abertura para o grande público, mas a Fundarpe adiantou que há, sim, planos de apresentar o espaço a estudantes e pesquisadores de arte, mediante agendamento e visita guiada.

Para a reabertura, a Fundarpe planeja promover uma exposição especial reunindo o histórico do MAC e alguns de seus principais trabalhos, em celebração tanto à restauração quanto ao aniversário de 60 anos do museu. O foco da mostra será reiterar a importância cultural do equipamento, reconhecido por possuir um dos maiores e mais valiosos acervos de arte moderna da América Latina.

“Podemos dizer, por enquanto, que vamos seguir dando destaque a artistas pernambucanos”, afirmou o museólogo Adonias Ferreira, um dos responsáveis pela manutenção das peças. “Queremos aproveitar esse momento para reforçar a relação tão central entre o MAC e os nossos artistas, sobretudo os de Olinda”, conclui o profissional.

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