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Foliões celebram tradição e cinema pernambucano no Galo da Madrugada

O sábado (14) de carnaval começou cedo para quem não abre mão de acompanhar o tradicional desfile do Galo da Madrugada

Cadu Silva

Publicado: 14/02/2026 às 10:10

 Fantasia de folião faz referência à lenda urbana recifense e ao cinema local, no Galo da Madrugada 2026./DP Foto

Fantasia de folião faz referência à lenda urbana recifense e ao cinema local, no Galo da Madrugada 2026. (DP Foto)

Entre fantasias criativas, chuva passageira e muito calor, os relatos dos foliões mostram como o Galo da Madrugada atravessa gerações e continua sendo um dos momentos mais aguardados do ano nas ruas da capital pernambucana.

Luiz Fernando Miranda, de 67 anos, carrega quatro décadas de história com o bloco.

Segundo ele, o primeiro encontro aconteceu em 1985 e, desde então, ele não perdeu a tradição.

Para ele, o sentimento é difícil de explicar, “assim que a música começa, a energia toma conta da multidão e transforma o público”, disse Luiz Fernando.

Neste ano, a fantasia do grupo trouxe uma mistura de cultura popular e cinema pernambucano. O tema “A Perna Cabeluda com os Dois Pés no Galo” faz referência à lenda urbana recifense e ao cinema local, numa brincadeira que mistura cultura, humor e identidade.

A tradição também se repete na história do casal Delmiro Mendes, de 67 anos, e Patrícia Lucena, de 53. Moradores de Boa Viagem, eles chegaram por volta das 7h30 com um grande grupo de amigos e familiares.

O casal resume o sentimento em uma frase que ecoa entre os foliões: “O carnaval só começa quando o Galo sai”.

Para eles, o calor, a multidão e o percurso fazem parte da experiência e só quem participa consegue entender a dimensão da festa.

Outra história marcante é a de Ilma Avelino, de 57 anos, pernambucana que vive em Portugal há duas décadas e retorna sempre que possível para participar do desfile.

A emoção, segundo ela, começa ainda no aeroporto ao chegar ao estado. Ao lado do marido, Helder Fernandes, enfrentou chuva logo cedo antes de seguir para a concentração. Para o casal, a energia da multidão e o contato com o povo fazem do Galo um evento único.

Entre memórias, reencontros e fantasias inspiradas na cultura local, o desfile reafirma a força da festa como símbolo maior do carnaval pernambucano.

Ano após ano, foliões repetem a mesma certeza, “estar no Galo é viver uma emoção impossível de traduzir em palavras”, disse Ilma.

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