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INCÊNDIO

Na UFPE, ministro da Educação diz que PF ouviu pessoas consideradas suspeitas por incêndio

Leonardo Barchini visitou o campus nesta quinta-feira (8), um dia após fogo destruir prédio que abrigava laboratórios e pesquisas da universidade; governo promete reconstrução

César Moura e Adelmo Lucena

Publicado: 08/10/2026 às 17:03

Ministro da Educação, Leonardo Barchini, visita campus da UFPE no Recife após incêndio/Foto: Weslly Gomes/DP Foto

Ministro da Educação, Leonardo Barchini, visita campus da UFPE no Recife após incêndio (Foto: Weslly Gomes/DP Foto)

Durante a visita à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou nesta quinta-feira (8) que a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar as causas do incêndio que atingiu um prédio do campus no Recife, na noite da quarta-feira (7).

Segundo ele, ainda não é possível afirmar se o fogo teve origem acidental ou não. O ministro esteve no local para vistoriar a área atingida e anunciou que o governo federal irá reconstruir o prédio e repor os equipamentos destruídos.

Segundo o ministro, a Polícia Federal já iniciou as investigações e realizou oitivas de pessoas consideradas suspeitas. A apuração deverá esclarecer como o fogo começou e se houve alguma ação criminosa relacionada ao incêndio.

O ministro também afirmou que a investigação deverá considerar o contexto registrado na universidade durante a semana. De acordo com ele, houve ameaças e atos em defesa da democracia, além de um aumento da tensão entre estudantes.

“Sabemos que houve muitas ameaças durante a semana, um ambiente cuja temperatura também subiu muito entre estudantes, houve atos aqui em defesa da democracia, enfim, toda uma situação em que a gente precisa agora apurar os fatos", afirmou o ministro.

Também ouvido pelo Diario, Rodrigo Bastos, Delegado Regional Executivo da Polícia Federal, não citou suspeitos, mas confirmou que houve oitivas com pessoas que estavam no local no momento do incêndio. "Iniciamos trabalhos periciais em campo, mas apenas o que foi possível, pois ainda não foi liberado entrar no prédio por questões de segurança porque pode haver algum tipo de colapso da estrutura", detalhou o policial. Segundo ele, apenas um robô e um drone puderam entrar no ambiente.

Reconstrução

Durante a visita, Leonardo Barchini disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado sobre o caso e determinou que ele fosse ao Recife para prestar solidariedade à comunidade acadêmica e acompanhar as medidas necessárias após o incêndio.

“Vamos reconstruir o prédio, recomprar todos os equipamentos e dar todo o suporte à comunidade universitária, aos cientistas, aos estudantes, para que eles possam desenvolver suas pesquisas e para que a Universidade Federal de Pernambuco seja rapidamente construída e que esse laboratório seja rapidamente reconstruído."

O incêndio ocorreu na noite da quarta-feira (7), no Campus Recife da UFPE, na Zona Oeste da capital pernambucana. As chamas atingiram um prédio multiuso que abrigava laboratórios e estruturas destinadas à pesquisa científica.

O fogo provocou grandes danos à estrutura e destruiu equipamentos e materiais utilizados em pesquisas da universidade. Entre as áreas afetadas estão trabalhos relacionados à saúde, fármacos, genética e informática.

Não houve registro de vítimas, mas os prejuízos materiais e científicos ainda estão sendo dimensionados pela universidade.

O senador reeleito Humberto Costa (PT) também esteve no Campus Recife durante a visita técnica do ministro da Educação. Ele lamentou a destruição provocada pelo incêndio e destacou o impacto do episódio sobre pesquisas desenvolvidas na instituição.

“Todas as informações que nos chegam é de que o prédio guardava um acervo importante de pesquisas, pesquisas importantes, especialmente para a área da saúde. É lamentável que todo esse trabalho, esse esforço tenha sido destruído”, afirmou o senador ao Diario.

Humberto defendeu uma resposta rápida das autoridades tanto para esclarecer as circunstâncias do incêndio quanto para recuperar os projetos afetados. “Nós precisamos não só olhar para a frente e ver o que é possível fazer em termos de resgatar o trabalho que vinha sendo feito, assim como garantir que novas situações como essa não venham a acontecer."

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