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Operação desarticula grupo que aplicava golpes por WhatsApp

Polícia Civil de Pernambuco identificou criminosos que se passavam por parentes das vítimas para pedir dinheiro por meio de transferências financeiras digitais

Cesar Moura

Publicado: 28/09/2026 às 20:52

Delegadas Érica Bezerra, Viviane Santa Cruz e Lígia Cardoso/Foto: Vitor Dutra/ PCPE/ Divulgação

Delegadas Érica Bezerra, Viviane Santa Cruz e Lígia Cardoso (Foto: Vitor Dutra/ PCPE/ Divulgação)

A Polícia Civil de Pernambuco apresentou, nesta segunda-feira (28), detalhes da Operação Proteu, que desarticulou um grupo criminoso que atua aplicando golpes via WhatsApp.

As investigações começaram em setembro de 2025, tendo por objetivo identificar uma associação criminosa voltada à prática de fraudes eletrônicas, também conhecida como "golpe do falso parente", e de lavagem de dinheiro.

A operação, até o momento, resultou em 10 mandados de busca e apreensão, além de cinco mandados de prisão em cinco municípios. 

Como o esquema funciona

Os criminosos entram em contato com as vítimas por meio do aplicativo WhatsApp, utilizando nomes e fotografias de familiares para dar credibilidade às abordagens. Usando falsas justificativas em situação de urgência, os criminosos induzem as vítimas a realizar transferências bancárias ou efetuar pagamentos para contas indicadas por eles.

De acordo com a delegada Lígia Cardoso, adjunta da Delegacia de Repressão ao Estelionato, as investigações sobre o golpe começaram através da denúncia de uma vítima, que "nos procurou noticiando o fato e informando que tinha sofrido um golpe, onde uma pessoa, através do WhatsApp, se passando por um parente dela, tinha solicitado uma quantia em dinheiro. Ela, crendo que se tratava realmente do seu irmão, realizou as transferências".

Ela também detalhou o modus operandi da quadrilha. Os criminosos usavam contas bancárias de terceiros, que aceitavam receber as transferências em troca de quantias menores. Depois, abriam uma outra conta para receber os montantes. As prisões serviram para ajudar no curso da investigação e a operação continuará em andamento.

As prisões são temporárias e servem justamente para a investigação. "Nós vamos realizar os procedimentos que são cabíveis no prazo da prisão para poder robustecer as provas que nós temos e elucidar melhor os fatos", explica a delegada. Segundo ela, ainda há "mandados de prisão em aberto e temos perspectiva de ampliar bastante essa investigação, tanto em relação a vítimas, quanto em relação a investigados".

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