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PESQUISA E EXTENSÃO

Centro de medicamentos da UFPE deve ser inaugurado dia 25 de setembro

Laboratório que vai produzir insumos usados na fabricação de medicações oncológicas, é uma das mais recentes contribuições da Fade-UFPE, que completa 45 anos

Marlon Júlio

Publicado: 14/09/2026 às 18:41

Na foto, da esquerda para a direita: a assessora de planejamento da Fade-UFPE, Rosali Albuquerque; a diretora-presidente da Fade-UFPE, Maira Pitta, e a gerente administrativa e financeira da Fade-UFPE, Suzan Siqueira/Karol Rodrigues/DP Foto

Na foto, da esquerda para a direita: a assessora de planejamento da Fade-UFPE, Rosali Albuquerque; a diretora-presidente da Fade-UFPE, Maira Pitta, e a gerente administrativa e financeira da Fade-UFPE, Suzan Siqueira (Karol Rodrigues/DP Foto)

O centro de produção de medicamentos na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) deverá ser inaugurado no dia 25 de setembro. O laboratório, que vai produzir Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) usados na fabricação de medicações oncológicas, é uma das mais recentes contribuições da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (Fade-UFPE).

Apenas em 2025, a Fundação gerenciou 538 projetos nas áreas de ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento institucional, movimentando R$ 391,2 milhões. Também no mesmo período, a Fade ampliou sua estrutura e criou uma gerência específica para projetos financiados com recursos públicos federais, além de uma unidade voltada às demandas de prestação de contas.

"A Fade é responsável do início ao fim, ou seja, quem está aportando recurso no projeto sabe que vai ter o acompanhamento da fundação e da prestação de contas, tanto do ponto de vista técnico, da pesquisa em que foi desenvolvido, quanto do financeiro”, diz a gerente administrativa e financeira da Fade-UFPE, Suzan Siqueira.

Responsável por execução de projetos de pesquisa, ensino, extensão, desenvolvimento institucional, ciência, tecnologia e inovação, a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (Fade-UFPE) completou 45 anos no dia 10 de agosto.

“A Fade faz parte da história da UFPE e, ao mesmo tempo, olha para os novos desafios que se apresentam. Temos hoje uma universidade mais integrada, com uma produção científica diversificada, uma forte atuação na inovação e uma presença cada vez maior em projetos de impacto social. É importante que essa parceria continue evoluindo para responder a esse novo cenário e contribuir para que a excelência acadêmica da UFPE se traduza em benefícios cada vez maiores para a sociedade”, destaca a diretora-presidente da Fade-UFPE, a professora Maira Pitta.

Maira relata que um dos momentos mais cruciais do trabalho da fundação foi durante a pandemia de covid-19. "A UFPE foi a segunda universidade do país que mais realizou testes de covid, só perdeu para a UFMG. Todos os municípios de Pernambuco foram atendidos. Além disso, também foram produzidos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), e a Fade organizou todas as compras dos materiais para a produção", conta.

A assessora de planejamento da Fade-UFPE, Rosali Albuquerque, ressalta que a atuação da fundação é mais que necessária durante os períodos em que a universidade sofreu com cortes orçamentários. “Os cortes no orçamento impactam bastante os projetos que são financiados pela própria universidade, por isso é importante que os recursos estejam dentro de uma outra instituição. Grande parte dos recursos que a Fade gere são de agências de fomento e instituições privadas. Temos parcerias de mais de 20 anos, e esses projetos não foram afetados”, pontua.

A atuação da Fundação também se estende para além da UFPE. Atualmente, a Fade está autorizada a apoiar outras instituições de ensino, pesquisa e saúde, com presença em diferentes estados do Nordeste. Entre elas estão a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE), a Universidade Federal de Sergipe (UFS), o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), o Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), além de instituições hospitalares e da Fundação Joaquim Nabuco e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada-IPEA.

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